Deputado aciona MP contra "narcocultura" no Museu da Língua Portuguesa e quer esclarecimentos
05/05/2026 19:38 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Tenente Coimbra
Tenente Coimbra (PL-SP) vistoriou a exposição "Funk: um grito de ousadia e liberdade" e constatou o uso de imagens de jovens em bailes funk com conotação sexual e apologia ao tráfico; IDBrasil deverá explicar critérios à Comissão de Educação e Cultura
O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) oficializou nessa segunda-feira (4/5) uma denúncia no Ministério Público (MP) de São Paulo sobre a presença de "narcocultura" na exposição "Funk: um grito de ousadia e liberdade", em visitação no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. O parlamentar identificou o uso apelativo de imagens de jovens em bailes funk, apologia ao tráfico de drogas e conotação sexual. Diante deste cenário, o liberal ainda acionou a IDBrasil, gestora do museu, para prestar esclarecimentos à Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).
De acordo com os requerimentos protocolados pelo deputado do PL, a expectativa é que, nas próximas semanas, um diretor da IDBrasil se apresente na Alesp para esclarecer quanto aos critérios curadorias adotados para a viabilização das exposições, à adequação do conteúdo ao público em geral e à compatibilidade com a missão institucional do museu - amplamente frequentado por estudantes e famílias.
Membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa, Coimbra vistoriou, nesse fim de semana, a mostra "Funk: um grito de ousadia e liberdade", abrigada no Museu da Língua Portuguesa. De responsabilidade da Plataforma Conexões, a exposição está aberta para visitação desde março deste ano.
No local, o liberal constatou elementos visuais e audiovisuais que promovem, em sua análise, "narcocultura", incluindo representações de armas, simbologias ligadas ao crime organizado, consumo de drogas e erotização de menores de idade em bailes funk:
"Esta exposição ('Funk: um grito de ousadia e liberdade'), no Museu da Língua Portuguesa, é um absurdo. A todo o instante, ela enaltece a 'narcocultura', normaliza as organizações criminosas e o uso de entorpecentes, e sexualiza jovens. Trata-se de uma mostra que ainda demoniza a Polícia Militar (PM) e normaliza o uso de armas em favelas", lista, indignado, o parlamentar.
Além de acionar a Diretoria da IDBrasil para prestar esclarecimentos na Alesp sobre o assunto, Coimbra estabeleceu contato com a secretária de Estado de Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo de São Paulo, Marilia Marton, que se prontificou em responder os questionamentos enviados pelo deputado, via ofício.
No documento, o liberal cobra detalhes acerca dos critérios de seleção das obras, justificativas técnicas de aprovação de itens expostos, além do custo total da exposição "Funk: um grito de ousadia e liberdade" - bancada, em parte, com recursos da Lei Rouanet (8.313/1991).
O deputado do PL também denunciou a mostra ao MP-SP (protocolo 0695.0000361/2026), que deve dar um retorno sobre o tema em até 15 dias.
Durante visita in loco à exposição, Coimbra ainda identificou a presença de painéis com hieróglifos estilizados de folhas de maconha, pinos de cocaína, armas de fogo e poses sensuais, bem como playlists com músicas como "Mestre das Fugas", de MC Kauan, associada a narrativas de fuga policial.
A instalação de guarda-chuvas com fuzis em destaque e figuras de palhaços agressivos também são consideradas pelo parlamentar como inadequadas:
"Não queremos criminalizar a Arte ou a Cultura, nem estamos evocando censura, mas não é razoável o Museu da Língua Portuguesa, um equipamento do Estado, acolher este tipo de mostra, que, ao meu ver, confunde a cabeça da juventude e colabora para a destruição de boas referências em sociedade", conclui o liberal.
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