Denúncia de deputado do PL contra "narcocultura" interrompe exposição no Museu da Língua Portuguesa
08/06/2026 14:33 | Atividade Parlamentar | Da assessoria do deputado Tenente Coimbra
Tenente Coimbra alertou Ministério Público (MP) quanto ao uso de imagens de menores de idade em meio à apologia ao tráfico de drogas e à conotação sexual; após ofensiva do liberal, visitação à mostra "Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade", que aconteceria até agosto, foi suspensa no último domingo (31/5)
Denúncia contra a promoção de "narcocultura" em equipamento do Estado protocolada em maio pelo deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP) no Ministério Público (MP) de São Paulo derrubou a exposição "Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade", aberta desde novembro do ano passado, no Museu da Língua Portuguesa, na capital paulista. Prevista inicialmente para ser encerrada em agosto, a mostra teve as visitações suspensas no último domingo (31/5).
Membro da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), Coimbra acionou a Promotoria paulista após conferir in loco a exposição. Durante a vistoria, o liberal identificou conteúdos que faziam apologia ao tráfico de drogas, normalizavam organizações criminosas, sexualizavam jovens, e transmitiam, em sua análise, mensagens incompatíveis com a função educativa de um museu mantido com recursos estaduais e que é frequentado por estudantes e famílias.
Além de denunciar o caso ao MP, o parlamentar do PL-SP acionou a IDBrasil, organização social responsável pela gestão do Museu da Língua Portuguesa, e cobrou explicações da Secretaria de Estado da Cultura, Economia e Indústria Criativas quanto aos critérios utilizados para a aprovação da mostra:
"Desde o início, alertamos que aquela exposição ('Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade') ultrapassava qualquer limite razoável. O que estava sendo apresentado ao público não era apenas uma manifestação cultural, mas uma tentativa de normalizar o tráfico de drogas, a criminalidade e a erotização precoce. Felizmente, a atuação de nosso mandato impediu que este conteúdo continuasse sendo exibido por mais meses. E, isso, que fique claro, não tem nada a ver com censura. Tem a ver com bom senso", observa Coimbra.
Entre os elementos questionados pelo deputado estadual estavam painéis com referências a entorpecentes, armas de fogo, simbologias associadas ao crime organizado, letras de músicas relacionadas a fugas policiais e imagens consideradas inapropriadas para menores de idade.
A mobilização do liberal ganhou repercussão nos últimos dias e provocou intenso debate público sobre os limites entre manifestação artística, responsabilidade institucional e utilização de recursos públicos para o financiamento de exposições culturais.
Para Coimbra, o encerramento antecipado da mostra no Museu da Língua Portuguesa representa vitória das famílias paulistas e da sociedade que exige maior rigor na aplicação de recursos públicos destinados à Cultura.
O parlamentar do PL-SP ressalta que continuará acompanhando os desdobramentos da representação protocolada no MP-SP e das solicitações de informação encaminhadas ao Estado acerca da autorização e do financiamento da exposição:
"Está vitória demonstra que a sociedade está atenta. Quando identificamos irregularidades ou abusos, temos o dever de agir. Seguiremos fiscalizando, a fim de garantir que equipamentos culturais públicos cumpram sua missão institucional e respeitem as famílias paulistas", conclui o liberal.
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