CPI do Banespa prossegue com reuniões em São Paulo
DA REDAÇÃO
O relator da CPI federal do Banespa, deputado Robson Tuma (PFL/SP), acredita que houve troca de relatórios preliminares e acertos entre os avaliadores contratados pela União (Consórcio Banco Fator) e pelo Estado de São Paulo (Consórcio Booz Allen) para definir o valor de privatização do Banco do Estado de São Paulo. O objetivo seria evitar que a discrepância entre os dois avaliadores superasse 10%, o que levaria, obrigatoriamente, à contratação de um terceiro avaliador.
Tuma baseou-se em ofício que a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) enviou ao Banco Central, fazendo um resumo de suas atividades no processo. A Fipecafi foi contratada pelo BC para acompanhar a disponibilização de informações entre o Fator e a Booz Allen.
Segundo documento lido por Tuma em reunião realizada em São Paulo, em 18 de novembro de 1999, houve discussão de metodologias, critérios e premissas "praticados pelos dois consórcios avaliadores, dos quais resultaram valores cujo distanciamento foi inferior a 10%".
Interrogados pelos membros da CPI que se reuniu nesta terça-feira, 13/11, na Assembléia Legislativa, Ary Oswaldo Mattos Filho e Artêmio Bertholini, dois dos coordenadores que, em nome da Fipecafi, participaram do processo de monitoração de informações, negaram o fato.
"Houve má redação da carta", disse Mattos. Bertholini considerou "amparada por contrato" a troca de informações entre representantes dos consórcios avaliadores, em reuniões coordenadas pela Fipecafi.
"Para mim ficou claro que a maior preocupação era evitar que a divergência entre os avaliadores fosse maior que 10%", reforçou Tuma. "E pode ter havido também troca de relatórios preliminares em uma dessas reuniões."
"Se houve tanta troca de informação, a contratação de dois avaliadores e mais um coordenador parece até um desperdício", ponderou o presidente da CPI, deputado Luiz Antônio Fleury (PTB/SP). Para o deputado Ricardo Berzoini (PT/SP), "a impressão é a de que não poderia haver nova avaliação, para não atrasar a privatização do Banespa". Os deputados questionaram ainda a existência de uma cláusula de sucesso, pela qual o consórcio Fator seria remunerado caso o processo de privatização do banco fosse bem sucedido - nesse caso, a interveniência de um terceiro avaliador invalidaria esse pagamento. Bertholini comprometeu-se a enviar aos deputados atas de todas as reuniões de que a Fipecafi participou.
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