Comissão da Verdade ouve depoimentos sobre dois militantes do PCdoB (I)
26/04/2013 14:39
A Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT), ouviu nesta quinta-feira, 25/4, testemunhos sobre os casos de Carlos Nicolau Danielli e Luiz Ghilardini. Ambos eram militantes do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e, embora tenham morrido sob tortura na prisão, inicialmente em seus atestados de óbito constava que teriam morrido em confronto com a polícia. Tanto Maria Amélia quanto seu marido Cesar discorreram sobre sua militância no PCdoB e sobre o importante papel que Carlos Nicolau Danielli e Luiz Ghilardini tiveram na luta contra a ditadura. Danielli foi preso, junto com Maria Amélia e seu marido Cesar Augusto Teles, em 28/12/1972, na Vila Clementino, na capital. Ainda segundo testemunho de Maria Amélia, eles foram levados ao DOI-Codi, onde foram torturados. Três dias depois Danielli morreu, provavelmente de hemorragia interna, e foi enterrado como indigente, em vala individual, no cemitério de Perus. As torturas foram conduzidas por diversas equipes, chefiadas por Carlos Alberto Brilhante Ustra. Segundo Maria Amélia, "Danielli foi um herói, não falou sequer seu nome, e procurou arcar com toda a responsabilidade". Cesar Teles, que se recuperava de tuberculose quando foi preso, disse que os membros da repressão se comportavam como bandidos, pois costumavam saquear as casas de presos dividindo entre si o butim. Crimeia Almeida, também militante do PCdoB, foi presa no dia seguinte, na casa da irmã de Maria Amélia, onde estava com os filhos do casal, sendo que todos foram levados para o DOI-Codi, onde a princípio passou por babá das crianças, mas foi reconhecida. Ela testemunhou sobre o importante papel na articulação do partido, tanto de Carlos Nicolau Danielli como de Luiz Ghilardini. Adriano Diogo pediu a quem tiver documentos sobre a guerrilha do Araguaia ou sobre o período abrangido pela Comissão da Verdade (1947-1985), que apresente o material à comissão. Fernando, representante da Fundação Maurício Gabrois, informou que está há cinco anos organizando documentação sobre os 91 anos de existência do PCdoB. Ele sugeriu que, uma vez que houve também saque de documentos, fosse pedida ajuda à Polícia Federal para vasculhar locais e arquivos pessoais.
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