Audiência pública debate segurança alimentar
Por iniciativa do deputado Simão Pedro (PT), foi realizada na tarde desta sexta-feira, 11/6, audiência pública com o tema "Articulação Paulista em Defesa do Direito Humano à Alimentação Adequada". Representantes de prefeituras do Estado, ligados ao setor da saúde, educação e abastecimento, estiveram presentes colaborando com a exposição de ações colocadas em prática em seus municípios e seus resultados.
Simão Pedro abriu os trabalhos acentuando a grande importância do alimento para o homem e seu desenvolvimento, e a necessidade de políticas públicas adequadas que atendam à população nas suas necessidades.
Cristiane Costa, coordenadora da área de segurança alimentar da ONG Instituto Pólis " Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais, entende que a visão de segurança alimentar no Brasil está distorcida. De acordo com os dados do IBGE, informou ela, 750 mil toneladas de agrotóxicos são utilizados por ano no Brasil, "o que é um claro indício de que nossas crianças estão comendo isopor. É preciso reforçar a nossa tradicional dobradinha arroz com feijão, mais nutritivo e saudável do que lanche" disse ela.
Sinézio Jorge Filho, secretário-executivo do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (Consea), falou sobre o Programa Consciência Alimentar, que é uma intervenção nutricional educativa do Estado. O objetivo do programa é sensibilizar a opinião pública paulista acerca da importância de uma alimentação saudável. Esse programa é uma parceria entre o governo estadual, a prefeitura da capital, o Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp) e das secretarias da Educação e da Saúde do Estado e do município e da Secretaria Estadual da Agricultura e Abastecimento. Sinézio disse que a segurança alimentar, através desse programa, tem seu foco principal na saúde. Segundo ele, de acordo com estatísticas oficiais, 69% dos gastos do SUS são para tratamento de doenças crônicas.
"Esses pacientes, se tivessem alimentação adequada, fariam a estatística cair para apenas 19% dos gastos. A verba que o governo destina para remédios genéricos de tratamento de doenças crônicas é de R$ 1,5 bilhão. Com a reeducação alimentar, esse dinheiro poderia atender a outras demandas importantes da população. Isso é exatamente o que o programa Consciência Alimentar " Coloque essa Ideia na Cabeça pretende alcançar, afirmou Sinézio. Todas as informações foram passadas para que o programa possa ser instalado com sucesso nos municípios do Estado.
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