Natureza e industrialização estão presentes na história de Salto

Estâncias Paulistas
23/09/2010 19:15

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Cachoeira em Salto <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/09-2010/Saltocachoeira.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Em Salto Edificio da antiga Brasital<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/09-2010/SaltoEdificiodaantigabrasital.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

A cachoeira que se forma no rio Tietê está na origem do nome da cidade de Salto. Com área de 134 km², o município dista cem quilômetros da capital, tem 110 mil habitantes e foi transformado em estância turística em 1999.

O atual território de Salto foi, em sua origem, o sítio Cachoeira, adquirido pelo capitão Antonio Vieira Tavares, que obteve permissão para ali erguer uma capela. A bênção do templo e a primeira celebração ali realizada ocorreram em 16 de junho de 1698, data considerada oficialmente como a fundação da cidade. A partir do século 18, com a descoberta de ouro em Cuiabá, a região ituana foi transformada pela organização das expedições mineradoras, que necessitavam garantir o fluxo de víveres e do ouro. Posteriormente, o povoado de Salto de Ytu, como então se chamava, integrou o quadrilátero do açúcar (na primeira metade do século 19 havia mais de cem engenhos na região ituana). O acúmulo de capital, a localização e o surgimento da ferrovia propiciaram a industrialização. Com a implantação da República, a cidade separou-se de Itu e, com o nome de Salto de Itu, passou a ter autonomia administrativa. Em 1917, seu nome foi simplificado para Salto.



Turismo e cultura



A cidade de Salto tem inúmeros atrativos para quem procura o turismo cultural integrado às paisagens naturais e à preservação do meio ambiente. Veja a seguir alguns dos principais pontos turísticos da cidade.

Cachoeira no rio Tietê: o nome da cidade deve-se a esta cachoeira, que representa a maior queda d"água do rio Tietê, devido ao fato de o rio ser muito acidentado na região. Famosa entre os viajantes, a cachoeira foi visitada duas vezes por dom Pedro 2º.

Museu da Cidade de Salto: trata-se de um museu-percurso, que se estende pelos parques Lavras e Rocha Moutonée, bem como por outros locais do município. Sua sede está instalada em um edifício que data de 1903. Em seu acervo constam urnas funerárias indígenas, pontas de flecha, maquinário das primeiras tecelagens, peças do cotidiano da cidade no início do século 20 e objetos ligados à presença dos imigrantes italianos.

Parque de Lavras: com cerca de 140 mil m², o parque de Lavras é um dos núcleos externos do Museu da Cidade de Salto. Trata-se da revitalização da área da usina hidrelétrica construída em 1906 no rio Tietê, com a preservação de seu conjunto de edificações e uma extensa área verde. No parque, destacam-se o relógio solar e o Jardim das Bromélias.

Monumento à Fundação: o grupo de cinco estátuas criadas pelo escultor Murilo Sá Toledo faz uma referência à implantação da cidade e a seus fundadores.

Monumento à Padroeira e igreja matriz: edificado em homenagem a Nossa Senhora do Monte Serrat, trata-se do maior monumento a Maria em todo o mundo e, no Brasil, só é menor que o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Tem 30 metros de altura. A Igreja Matriz, também consagrada a Nossa Senhora do Monte Serrat, fica na praça da Bandeira, no centro da cidade, e foi construída em 1936, no lugar antes ocupado pela capela edificada em 1698 pelo capitão Antonio Vieira Tavares, marco da origem da cidade.

Praça Antonio Vieira Tavares: conhecida como Pátio da Igreja, tomou o nome do fundador da cidade em 1934. Pertence ao núcleo inicial da povoação de Salto, da última década do século 16. A demora da cidade em homenageá-lo se deve ao fato de que, até as primeiras décadas do século 20, ninguém sabia ao certo quem era ele " mistério desvendado pelos livros de tombo de igrejas.

Edifício da antiga fábrica Brasital: com o surgimento da ferrovia (1873), Salto, que vivia basicamente da agricultura e da pesca, viu surgirem as primeiras indústrias: a Júpiter e a Fortuna, ambas do setor têxtil. Em 1904, ambas foram compradas pela Sociedade Ítalo-Americana e em 1919 o complexo passou a chamar-se Brasital (junção de Brasil e Itália). Na construção do edifício, que tem estilo arquitetônico inglês, foi utilizado o granito salto, de coloração rósea e típico da região. Em 1981 a Brasital foi vendida para o Grupo Santista, que atuou em Salto até 1995. Em 2000 a edificação foi adquirida por um centro universitário.

Parque Rocha Moutonée: com 43.338 m², é o primeiro parque ecológico e geo-histórico do continente, contando com completa estrutura para o estudo e para o lazer. Foi tombado em 1990 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). A rocha moutonnée é um granito róseo de idade estimada, cientificamente, em 500 milhões de anos. Seu nome é atribuído ao tipo de rocha que possui formato arredondado, lembrando um carneiro deitado.

Ponte pênsil: foi construída em 1913 para possibilitar o acesso de pescadores ao antigo porto das Canoas. Reformada em 1989, permite uma bela vista do rio Tietê.



Informações e imagens extraídas do site www.salto.sp.gov.br.