Tem início bloco de pronunciamentos em Rio Claro
O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, José Caldini Crespo, explica que o orçamento para 2006 já pode ser considerado o orçamento cidadão, porque tem sido amplamente discutido com a população e de forma regionalizada. "É como se o orçamento fosse um grande bolo, cujas fatias deverão ser distribuídas entre as regiões de todo o Estado", exemplificou Crespo.
Aldo Demarchi, deputado da região, informou que o orçamento estadual é de quase 70 bilhões de reais. "Elaborado pelo governador, o orçamento é discutido e votado na Assembléia e este poder é que altera o teor do projeto, a partir de sugestões feitas nas audiências públicas."
Atendimento oncológico
Antes da palavra do prefeito de Rio Claro, Nevoeiro Jr., e do presidente da Câmara local, Valdir Natalino Andreeta, os cidadãos puderam se manifestar.
Karl Machado propôs a transformação da CDHU em agência de fomento, para que não dependa apenas de 1% do orçamento, podendo implementar convênios com outras instituições. O segundo pleito de Karl é um aeroporto regional em Rio Claro. Finalmente solicitou a conclusão das obras do Memorial Ulysses Guimarães na cidade.
O representante da Ciesp, Salvador Brambila, enumerou várias reivindicações para a região: verbas para hospitais oncológicos e santas casas, maior distribuição de medicamentos, banco de sangue, melhores salários de professores, equipamentos para escolas técnicas, Fatec, merenda escolar, saneamento básico, pavimentação de vicinais, aumento do efetivo da PM e moradia popular.
As vereadoras de Rio Claro, Maria do Carmo e Mônica Recet, pediram respectivamente providências a respeito da recusa de atendimento de pacientes de Rio Claro em hospitais oncológicos da região e mais verbas para melhorar o atendimento de saúde.
O atendimento aos portadores de diabetes foi o tema do pronunciamento do presidente da Associação de Diabéticos, Francisco Neto. Ele quer a revisão da participação dos municípios na distribuição de medicamentos aos pacientes. "A lei é estadual, mas a Secretaria da Saúde definiu que os municípios têm que participar com 20% dos gastos, o que é impraticável, pois compromete praticamente os 12% constitucionais do orçamento municipal."
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