Secretário da Segurança deverá prestar esclarecimento sobre violência policial


09/12/2004 19:20

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Da redação

A violência indiscriminada praticada por policiais civis e militares foi tema da audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos nesta quinta-feira, 9/12, na Assembléia Legislativa. Na reunião foram abordados casos como o assassinato do estudante do Mackenzie, Thomas Schwazenberg Vicente, e a repressão à manifestação de estudantes da PUC-SP no dia 11 de novembro, entre outros.

A reunião, presidida pelo deputado Renato Simões (PT), contou com a presença de parentes e amigos das vítimas de violência policial. "Nós pagamos tanto imposto para a polícia ir lá e matar nossos filhos", disse Maria Paulina Sampaio, mãe de Marcelo Pereira Sampaio, assassinado por um investigador no dia 3 de dezembro.

Compareceram também ao encontro o assessor de direitos humanos do Ministério Público Estadual, Carlos Cardoso; Beatriz Azevedo Afonso, pesquisadora e secretária executiva da CMDH; além de representantes da Ouvidoria Geral da Polícia. Do corpo parlamentar, estavam presentes os deputados Geraldo Lopes (PMDB), Afonso Lobato (PV), Enio Tatto (PT), Ítalo Cardoso (PT) e José Carlos Stangarlini (PSDB).

Depois de ouvidos os relatos dos presentes, o encaminhamento dos deputados determinou a convocação do secretário estadual de Segurança, Saulo de Castro Abreu, para prestar esclarecimentos. O delegado Massilon Bernardes, diretor do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol) também foi convocado a comparecer à Casa legislativa.

Em sua fala, o representante da ouvidoria geral da polícia declarou que o objetivo do contingente policial vem sendo aprimorar os mecanismos não letais de confronto e elogiou as testemunhas presentes pela coragem de prestar depoimento: "Apreciamos a coragem e lembramos que qualquer denúncia de violência policial pode ser feita de forma anônima através do telefone 0800177070".

alesp