O terror no Rio e a ameaça ao País
O Rio de Janeiro continua vivendo dias de terror. Pouco mais de duas semanas após a ação de traficantes em 22 bairros da cidade, obrigando lojas, bancos e até escolas a fechar as portas, os bandidos promoveram uma verdadeira madrugada de terror.
No dia 16 de outubro, foram até o Palácio da Guanabara, sede do governo do Estado, o qual foi atingido por disparos de fuzil e metralhadora. Por volta da 1 hora, uma bomba explodiu na entrada do Shopping Rio Sul, no bairro de Botafogo, e dois policiais morreram na troca de tiros com bandidos.
A governadora Benedita da Silva, do PT, derrotada por Rosinha Matheus, do PSB, nas eleições do último dia 6, marcou uma reunião de emergência com as autoridades policiais para discutir providências.
As ações dos bandidos ocorreram após uma tentativa frustrada de fuga no presídio Serrano Neves, conhecido como Bangu III. No Palácio da Guanabara, as marcas dos tiros ficaram em cinco pilastras da fachada. Ao mesmo tempo em que ocorria o ataque ao Palácio, outro grupo atirou uma granada, do tipo M3 defensiva, de fabricação nacional, na calçada da entrada principal do Shopping Rio Sul, um dos principais do Rio. O estouro abriu um buraco no chão e danificou o teto da marquise, mas ninguém se feriu.
Além disso, um grupo metralhou o prédio da 6.ª Delegacia Policial, em Cidade Nova, vizinho ao Batalhão de Choque da Polícia Militar, onde estão presos os traficantes que comandaram a rebelião em Bangu I, entre eles o traficante Fernandinho Beira-Mar.
Na verdade, os problemas começaram a partir da intensa regalia que Beira-Mar tinha no presídio, a ponto de comandar a execução de antigos comparsas, dando ordens pelo telefone celular. Sua audácia na cadeia foi a vitória do crime.
No bairro de São Cristóvão, perto da Avenida Getúlio Vargas, dois policiais civis morreram após terem trocado tiros com um grupo de traficantes. Além deles, o cabo Marcos, do 1.º Batalhão de Polícia Militar, levou tiros quando a viatura onde estava foi atingida por disparos no Túnel Santa Bárbara, no Catumbi.
Duas caminhonetes foram apreendidas pela polícia em outras trocas de tiros. Os dois veículos estavam com inscrições ligadas à facção criminosa de Paulo César da Silva Santos, o Linho, rival de Fernandinho Beira-Mar. Dois ônibus, que supostamente estavam seguindo em direção a Bangu III, foram interceptados por integrantes da polícia carioca no Morro da Providência.
Essa situação do Rio, que foi manchete dos principais jornais do país em 17 de outubro, conduz a uma importante reflexão. Será que isso, que acontece num Estado tão importante, não corre o risco de se esparramar por todo o Brasil?
A democracia tem de ser respeitada. O eleito em 27 de outubro terá de assumir o cargo e impor ordem no País, custe o que custar.
Uma coisa é certa. O Brasil precisa estabelecer métodos para lidar com o crime. O que acontece no Rio tem tudo a ver com a perda da autoridade.
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