Relançamento da frente em defesa do Correio recebe apoio da bancada petista
Pela segunda vez, ambas em momentos decisivos para a história dos Correios, o deputado Roberto Felício (PT) encabeça, na Assembléia Legislativa, a criação da frente parlamentar em defesa do correio e da valorização de seus funcionários. Na primeira ocasião, o Correio sofria as conseqüências do escândalo que se abateu sobre a companhia, em 2005, e Felício foi procurado por funcionários e sindicalistas para defender o Correio daquilo que o deputado chamou de "vontade privatista". A frente foi desfeita por força do começo do novo mandato e novamente o Correio se encontra como alvo de companhias internacionais que querem, segundo os promotores da frente, "abocanhar os mercados mais lucrativos, deixando as áreas que dão prejuízo à iniciativa estatal".
No manifesto da categoria, lido na abertura da sessão desta quinta-feira, 8/5, constam as principais preocupações dos funcionários e dirigentes sindicais com o futuro do Correio, como:
- As formas de concessão de franquias das agências postais, que foram questionadas pelo TCU;
- O contrato de correspondente postal com o Bradesco, que se utiliza da rede de agências estatais de Correios espalhadas por todo o país;
- O crescimento acelerado de terceirização de diversos setores, com salários cada vez menores;
- As condições de trabalho dentro da ECT, a sobrecarga de serviço, os salários do setor (o piso salarial é de R$ 603), entre outros.
Felício lembrou o papel estratégico que o Correio cumpre na integração nacional: "é a única empresa presente nos 5.700 municípios brasileiros". Ele lembrou que um debate amplo, como o que acontece nas frentes parlamentares, vai promover o fortalecimento do Correio. O deputado lembrou ainda que "a compreensão do papel do poder público mudou nesses últimos anos, com a eleição do presidente Lula, mas que o temor ao projeto neoliberal continua, valorizando o mercado em prejuízo do governo como provedor e promotor do desenvolvimento econômico".
Os deputados Zico Prado e Cido Sério, ambos do PT, empenharam esforços para fazer com que o Correio continue a ser uma empresa genuinamente nacional. Cido Sério falou ainda da necessidade de um debate profundo sobre o fundo de pensão dos trabalhadores do Correio.
Participaram ainda da mesa de trabalhos sindicalistas e dirigentes dos Correios de várias regiões do Estado de São Paulo, que debateram os temas do manifesto pela defesa da companhia.
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