Servidores entregam pauta de reivindicações à Comissão de Saúde
A Comissão de Saúde e Higiene, presidida pelo deputado Adriano Diogo (PT), recebeu, durante reunião informal nesta terça-feira, 12/6, pauta de reivindicações dos servidores públicos estaduais da Saúde. Os servidores estão em campanha salarial e entraram em greve por tempo indeterminando desde ontem, 11/6. A razão da informalidade do encontro deveu-se à falta de quorum para fazer a reunião ordinária. Os deputados presentes decidiram, então, ouvir os funcionários da Saúde, que foram representados por Mauri Bezerra dos Santos, diretor da Secretaria de Organização Sindical do SindSaúde, sindicato da categoria.
Bezerra entregou aos parlamentares carta aberta dos trabalhadores e pediu o apoio deles ao movimento grevista. Na carta, os servidores informam que entregaram ao secretário da pasta a pauta com suas reivindicações em fevereiro, mas não receberam, até agora, nenhuma proposta de reajuste salarial por parte do governo.
Os funcionários da Saúde pleiteiam 34% de aumento nos salários, a elevação do piso salarial e a implantação de um plano de carreiras, todas reivindicações históricas do setor. O foco principal do atual movimento grevista é, no entanto, a incorporação das gratificações o que, na prática, elevaria o salário base. Hoje, o salário base de auxiliares de serviço, por exemplo, é de R$ 67,15, e a gratificação é de R$ 454,34, conforme tabela que consta da carta aberta.
Mas há outras reivindicações constantes da carta: "a melhoria das condições de trabalho e atendimento à população, a manutenção do emprego e contratações através de concurso público, a transparência no pagamento do prêmio de incentivo e a extensão para todos os trabalhadores". Os signatários do documento protestam ainda contra o valor do vale-refeição, segundo eles, de R$ 4.
O deputado Celso Giglio (PSDB) disse considerar as reivindicações justas, mas alegou que o assunto deveria ser debatido com seriedade. Giglio argumentou que os problemas (salariais dos servidores da Saúde) têm origem na tabela do SUS, que é estabelecida pelo governo federal.
O deputado petista, Marcos Martins, sugeriu que a presidência da comissão entrasse em contato com os governos federal e estadual para abrir um canal de negociação das questões que afligem os trabalhadores.
O presidente da comissão, deputado Adriano Diogo, afirmou que fará diligências junto ao governo José Serra para abrir uma porta de negociação e junto ao governo federal para encaminhar as demandas pertinentes.
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