Lúcia Viana defende a Chapada Diamantina através de suas criações plásticas
Lúcia Viana é uma artista figurativa cujo discurso global é sintetizado numa visão onde conteúdo, forma e expressão lhe são próprios. Em suas paisagens, a beleza natural se confunde com realismo, fantasia e sonho. A pintora busca sobretudo divulgar e defender as belezas naturais da Chapada Diamantina, sua terra natal.
Instintiva, a pintura de Lúcia Viana está envolvida de íntima emoção, imediatismo e intuição e transmite uma nota pessoal do temperamento da artista. Seus vastos horizontes apenas acariciados pelo pincel com cores apagadas transmitem a calma e o silêncio do nosso agreste.
Emotiva, sua alma nos revela com tonalidades tenras certas melancolias poéticas, provocadas geralmente pelos temas de inspiração da artista, que nos convidam a pensar sobre o abandono em que vivem certas regiões brasileiras onde a acessibilidade e estruturas deficientes dificultam o desenvolvimento de um turismo equilibrado.
Na obra Rio na Chapada, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, Lúcia Viana nos deixa a mensagem que repete em cada obra, mas com a insistência de quem deseja que suas palavras possam frutificar e não se percam ao vento.
A artista:
Lúcia Viana, pseudônimo artístico de Maria Lúcia Viana Novais, nasceu na fazenda Riachão, em Mucugê, na Chapada Diamantina, Bahia, em 1955.
Radicou-se ainda adolescente em São Paulo, a partir de 1967, onde estudou desenho artístico na Escola de Artes Cândido Portinari, aperfeiçoando-se a seguir na Associação Paulista de Belas Artes, em óleo sobre tela, acrílico, aquarela, pintura de tecido e design de moda.
Participou das seguintes exposições individuais e coletivas: Centro Permanente Professor José Ismael, ACM de São Paulo, Guarulhos (1998); Salão de Artes, Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, Guarulhos; Espaço Cultural da Associação dos Funcionários da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal, São Paulo (1999); Escola de Samba Vai Vai, São Paulo; Espaço Cultural V Centenário, Palácio 9 de Julho, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo; Espaço Cultural das Faculdades Integradas de Guarulhos, SP (2001); Salão Cultural da Biblioteca Municipal Monteiro Lobato, Guarulhos (2002); Salão dos Arcos, Teatro Municipal de São Paulo, e Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (2004); Espaço Cultural V Centenário, Palácio 9 de Julho, São Paulo, e Galeria Lúcio Menezes, Oficina Cultural Pagu, Santos (2005).
Possui obras em coleções particulares de Minas Gerais, Bahia e São Paulo e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.
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