Nossa Caixa: São Paulo poderá perder seu único banco de fomento
O governador José Serra anunciou que pretende se desfazer do Banco Nossa Caixa. É uma decisão que não surpreende a ninguém. Todos sabem que a política de seu partido, o PSDB, é vender o patrimônio público. Tal qual seus antecessores, Geraldo Alckmin e Mário Covas, ele segue o modelo de entrega do patrimônio público para a iniciativa privada, como fizeram com a geração e distribuição de energia elétrica, telefonia e com a concessão das rodovias estaduais, entre outros. Trava-se na Assembléia Legislativa uma feroz luta para que este desejo tucano de vender, dar em concessão ou privatizar tudo não chegue também às escolas, hospitais e outros equipamentos públicos que servem, sobretudo, à população mais pobre.
Ao contrário das vezes anteriores, entretanto, que culminaram com a venda de patrimônio financeiro do Estado para grandes conglomerados internacionais (o Banespa, por exemplo, símbolo da robustez de São Paulo, foi arrematado pelo banco espanhol Santander), um outro banco público, o Banco do Brasil, hoje gerenciado pelo governo Lula, mostrou-se interessado em adquirir o banco estadual.
Isso demonstra a diferença entre o governo do presidente Lula e do governador José Serra. Enquanto na administração do PT o Banco do Brasil tem a intenção de incorporar um banco público estadual e ampliar a sua rede de atendimento no Estado de São Paulo, o do PSDB quer se desfazer do único que restou para subsidiar a produção industrial e agrícola do Estado, cuja principal função é investir nos pequenos e médios empresários da cidade e do campo.
Imagine o que teria acontecido com a Petrobras se a presidência da república estivesse hoje nas mãos do PSDB? Certamente teriam vendido uma das maiores jazidas de petróleo do mundo, a preços módicos, para grupos internacionais tal qual já fizeram com a companhia Vale do Rio Doce.
Nas mãos do presidente Lula, o Banco do Brasil continuou líder no mercado financeiro nacional. Agora pretende incorporar a Nossa Caixa, que ocupa a 12ª posição nesse ranking, mas tem como principal atrativo a exclusividade dos depósitos judiciais do Estado de São Paulo, avaliados em cerca de R$ 15 bilhões.
A Nossa Caixa possui agências em todos os municípios paulistas, o que faria o Banco do Brasil aumentar significativamente sua capilaridade em São Paulo. Ela tem 552 agências em São Paulo e o BB, 682. Na Grande São Paulo, a Nossa Caixa tem 129 locais de atendimento e o BB, 313.
É importante que, caso haja a incorporação da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, os empregos dos bancários sejam preservados. Ela não deve vir acompanhada pelo fechamento de agências ou diminuição dos quadros de funcionários. A rede de atendimento precisa ser mantida e até ampliada.
O que não é possível aceitar é que tudo isso seja apenas uma estratégia de Serra para de fato vendê-lo para os bancos privados, que hoje praticamente monopolizam o setor sem qualquer beneficio para a sociedade brasileira. Os bancos privados demitem trabalhadores, trabalham com quadros enxutos e praticam juros cada vez mais elevados. A oferta de crédito não foi facilitada. As tarifas bancárias aumentam dia a dia.
A Nossa Caixa é do povo de São Paulo. Não deve estar a serviço de interesses privados. Se incorporada de fato ao Banco do Brasil, deve continuar servindo aos interesses do Estado e de todos os brasileiros.
* Roberto Felício é deputado estadual pelo PT
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