Do Karmmo Ferreira desenvolve um sentimento de vida e vigor através de desenho, cor e luz

Museu de Arte do Parlamento de São Paulo
09/10/2006 17:30

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Do Karmmo Ferreira <a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/Do karmmo ferreira-dia 10.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> <i>Os Pescadores II</i><a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/Do karmmo ferreira-obra-dia 10.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Artista figurativa, do Karmmo Ferreira confere às suas imagens funções tanto de representação quanto de emoção. Arrancadas de suas raízes convencionais, suas figuras humanas transmitem uma vitalidade que aflora os sentimentos. A tensão que delas se irradia dinamiza a composição, resgatando-a do prazer visual para uma repousante beleza.

Uma paisagem não é tão somente um objeto a ser contemplado, mas um estado de espírito a ser traduzido na pintura, a fim de que, cada observador possa assumi-lo, revivê-lo na sua intensidade, absorvê-lo em todas as componentes líricas, dramáticas ou fantásticas de onde se gerou.

A realidade na obra de Do Karmmo Ferreira assume também uma nova dimensão: deixa de ser estática para se tornar testemunho daquela contínua transformação do que nos fascina, do que se oferece como espetáculo imutável ou submetido a cíclicas mutações.

É evidente que a pintora possui uma técnica segura, que lhe oferece a possibilidade de se orientar em direção reconhecida como a mais bem indicada a satisfazer suas renovadas exigências.

Na obra Os Pescadores II, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, Do Karmmo Ferreira sente necessidade de colocar sua pesquisa a serviço de um ideal estético mais puro, mais individual, onde, da relação entre o desenho, as cores e a luz, se desenvolve um sentimento que transmite vida e vigor.



A artista

Do Karmmo Ferreira, pseudônimo artístico de Maria do Carmo Lopes Ferreira, nasceu no Rio de Janeiro, em 1943. Iniciou sua carreira artística em 1968, tendo se formado na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Freqüentou ainda cursos no Centro de Artes de Ipanema (1968 a 1970), sob a orientação de Ivan Ierpa, e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1978 a 1984), bem como oficinas de desenho, gravura e escultura.

Após participar do I Salão Feminino de Brasília (1977), esteve presente em diversos salões coletivos e mostras individuais no Brasil, tendo recebido vários prêmios, menções e condecorações, destacando-se entre elas: Medalha de Prata da Fundação José Martí, Havana, Cuba, e do Museu Pompidou, Paris, França (1986); Grande Medalha de Ouro do Projeto Arco Latino (1988), First Exposition Center, EUA (1989); e Medalha Pedro Ernesto, da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro (2004).

Foi catalogada no Dicionário Brasileiro de Artes Plásticas, da Editora Léo Crisitano (1980); no Annuaire Internationalle d"Artists, Paris, França (1986); no Anuário Latino-Americano (1987); no Dicionário Julio Louzada, São Paulo, SP (1989 à 1994); no Expresso Arte, Belo Horizonte, MG (1994); e no Anuário Consulte, São Paulo, SP (1995).

Paralelamente a suas atividades de pintora, professora e crítica de artes, coordena o Centro de Artes Paumar Athelier e possui obras em acervos e coleções particulares no Brasil e no exterior e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.