CPI investiga morte de sócio da Universidade de Guarulhos


08/11/2001 15:48

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DA REDAÇÃO

Após dois anos e cinco meses da morte de um dos sócios da Universidade de Guarulhos, Henrique Luís Varesio, o caso continua a merecer destaque, dadas as diversas perguntas que permanecem sem resposta.

Para tentar descobrir quem foi o mandante do crime, a CPI do Sistema Prisional, presidida pela deputada Rosmary Corrêa, ouviu na manhã desta quinta-feira, 8/11, pessoas ligadas a Henrique Varesio e o agente prisional João Alves, diretor de disciplina do presídio de Franco da Rocha na época do crime.

Henrique foi assassinado no dia 8 de julho de 1999 por um presidiário que cumpria a pena em regime semi-aberto naquele presídio. Atualmente 5 pessoas estão detidas suspeitas do crime e continuam ainda foragidos Carlos Alberto Bacarini, que à época prestava serviço de corretagem de imóveis para Varesio, e seu sócio Antonio Veronesi.

O professor Hermes Cremonine, cunhado da vítima, e o advogado Antonio Darci Panoquia Filho, amigo da família, demonstraram estranheza com a morosidade do processo, que corre em segredo de justiça, já que 5 dos 6 envolvidos com o assassinato estão presos, restando apenas elucidar o possível mandante do crime. No início a família pensou tratar-se de um seqüestro, fato desmentido ao longo do processo investigativo.

A CPI quer elucidar possível participação de funcionários do sistema prisional na facilitação da saída do preso do local onde trabalhava para praticar o crime. Os deputados querem esclarecer se o senhor Sérgio Eduardo Salvador, procurador do Estado, teve algum envolvimento nos fatos, já que há rumores de que o preso conhecido como "Manaca", um dos envolvidos na morte, prestava serviço no escritório do procurador.

Ao ser inquirido sobre visita que Sérgio Salvador teria feito a "Manaca" no presídio, dias após ter ocorrido o fato investigado, o ex-diretor de disciplina João Alves alegou não se lembrar, argumento que usou em diversas respostas dadas aos deputados da CPI, que deliberaram pela acareação do ex-diretor em conjunto com o Tenente PM Paganoto, que em sessão anterior da CPI, relatou encontro e conversas que teve com os presos do presídio de Franco da Rocha, na presença de João Alves, para esclarecer o desaparecimento de Henrique e posterior constatação de sua morte.

alesp