Opinião - Insegurança e medo no governo do PSDB
Ao longo de 16 anos governando o Estado de São Paulo, o PSDB tem contribuído substancialmente para o aumento da audiência dos noticiários policiais, do medo e do terror. Durante a gestão dos tucanos Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra a segurança pública de São Paulo sempre esteve na berlinda.
Nesta semana, acompanhamos com espanto duas chacinas que ocorreram na Grande São Paulo, uma em São Bernardo do Campo e outra na região norte da capital. Só neste ano já ocorreram seis chacinas na região metropolitana, com total de 25 pessoas mortas.
A Polícia Militar tem problemas em sua corporação, sendo acusada de espancar e matar dois motoqueiros, contribuindo negativamente com o alto grau de violência no Estado. É preciso salientar que a PM não é composta em sua totalidade por homens violentos ou corruptos. A grande maioria dos policiais são pessoas de bem e tentam proteger o cidadão. No entanto, os investimentos, tanto no salário como na capacitação dos policiais da PM e da Civil, são os piores do Brasil.
Os salários foram reajustados em 6,5% a partir de novembro de 2008 e 6,5% a partir de agosto de 2009, propiciando uma greve dos policiais civis. A greve só terminou depois de uma lamentável guerra campal entre PMs e civis nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, ocorrida pela simples falta de diálogo do governo estadual com os policiais.
Enquanto isto, os índices de criminalidade aumentam. Em levantamento realizado pela Liderança do PT na Assembleia Legislativa, entre 2008 e 2009, houve um crescimento de todas as modalidades criminosas, à exceção de roubos a bancos. Ocorrências como latrocínio (roubo seguido de morte) subiram 29,23% e de roubos a veículos 25,42%.
Diante do quadro, a inércia política do PSDB em modernizar os instrumentos de investigação e de prevenção continuam no mundo das ideias.
Como tem defendido o senador Aloisio Mercadante (PT), é preciso uma nova política de segurança em São Paulo em parceria com o governo federal. Os resultados da parceira da União com o Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, na implantação das Unidades de Polícia Pacificadora, compravam que a violência diminuiu - os homicídios tiveram redução de 16,6% no Estado e, na capital, de 22,3%.
É preciso mudar. São Paulo não pode viver mais guiado pelo medo.
* Marcos Martins é deputado estadual pelo PT-SP
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