Culto ecumênico lembra policiais mortos em ataques do PCC
A morte de 25 policiais militares, oito policiais civis, 16 agentes penitenciários e três guardas civis foi lembrada na Assembléia Legislativa na manhã desta terça-feira, 13/5, em culto ecumênico promovido pelo deputado Olímpio Gomes (PV), contando com a presença de representantes de várias denominações religiosas.
"Este não é um ato político, nem para fazer política. É para lembrarmos os dois anos de uma tragédia que assolou a sociedade brasileira. Elevarmos nossos pensamentos e orações por aqueles que tiveram ceifadas suas vidas", afirmou o deputado, ao iniciar o culto.
Preces
Representando denominações espíritas, Nazareth Dória pediu que "Deus tenha misericórdia daqueles que se foram e de todos nós que continuamos aqui, especialmente as famílias dos policiais mortos no exercício de suas funções".
Estamos aqui não para celebrar a morte, mas para celebrar a vida daqueles que foram chamados à casa do Pai, com uma palavra de Paz, Amor e Perdão", falou o diácono permanente Carlos Camacho, representante da Igreja Católica Romana.
Citando o livro do Apocalipse, "e Deus enxugará dos mortos toda lágrima, e não existirão mais pranto nem luto, porque todas essas coisas passarão", o pastor Jonas Pinho, da Igreja Adventista do Sétimo Dia, advertiu que, "com a volta de Jesus, haverá um novo céu e uma nova terra e a paz de Deus se implantará em nosso meio".
Defesa dos policiais
"Não podemos esquecer esses ataques tão duros a esses profissionais que nos trazem segurança. Precisamos cobrar dignas condições de trabalho para todos eles", pediu o deputado Chico Sardeli, líder do PV.
"Devemos ser fortes e atuantes na defesa desses trabalhadores diferenciados, pois a própria existência do Estado se deve a uma polícia que seja capaz de garantir a ordem", manifestou o presidente da Associação de Oficiais da Reserva e Reformados do Serviço Militar, coronel Hermes Cruz.
"A sociedade ficou perplexa com todos aqueles ataques. Mas precisamos ir além. Precisamos cobrar melhores condições de trabalho para os policiais para que não aconteça, no futuro, o que se passou há dois anos", manifestou Paulo Troisevoci, representando os cidadãos presentes.
O deputado Olímpio aproveitou o momento para chamar a atenção dos presentes e demais autoridades para a valorização da vida de pessoas que estão a serviço da segurança pública. "Passados dois anos, as autoridades governamentais se esqueceram desses homens mortos no exercício de sua função e não cumpriram a legislação, deixando de efetuar suas promoções e amparar suas famílias. Nós, entretanto, não esquecemos e vamos continuar cobrando do governo o cumprimento da lei", ponderou.
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