O plano técnico na fotografia de Sérgio Duarte corresponde ao intelectual e ao poético

Museu de Arte do Parlamento de São Paulo
05/02/2007 15:44


O plano técnico na fotografia de Sérgio Duarte corresponde ao intelectual e ao poético Emanuel von Lauenstein Massarani

Dotado de extraordinária qualidade fotográfica, Sérgio Duarte é o exemplo de alguém que é fotografo não somente para produzir imagens, mas porque, através do aparelho fotográfico, estabelece com a realidade uma reação que lhe permite conhecer a si próprio.

Por detrás de uma pesquisa de grande interesse cultural, podemos entrever a possibilidade de fugir da diatribe que envolve a fotografia há alguns decênios: fotografia-documento ou fotografia artística.

Sérgio Duarte encarna o protótipo do fotógrafo que domina o próprio instrumento, fazendo corresponder o plano técnico ao intelectual e ao poético. A imagem fotográfica é respeitada como forma de comunicação privilegiada. Suas imagens são impecáveis tanto pela impressão quanto pelo estilo.

Os temas são fixados no centro da imagem e o fundo nunca é banal, Ele interage com o tema e explica quais elementos externos contribuíram para fazer dele o que ele é.

Se a fotografia é o intermediário entre dois mundos que envolvem poesia e realidade, documento e imaginação, o fotógrafo-artista Sérgio Duarte trabalha antes de tudo para si mesmo, mas registra também uma situação objetiva, dotada de um evidente interesse antropológico atual.

As fotos Terceiro Arabesque, Av. Paulista, no Dia que Foi aprovada a Lei de Tombamento da Avenida, Av. Paulista 2485, Esquina com Consolação e Red Light District, Grafiti, Amsterdam, doadas ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, constituem uma operação de rigoroso empenho poético, desenvolvido sobre o fio de uma tensão moral autêntica, consciente e de nível.

O artista

Sérgio Duarte nasceu em São Paulo, em 1954. Formou-se em administração de empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (1973/78), na Cepa Course, Applied Advertising Experimental School (1974), em São Paulo, e na Rex Features, International Press and Photograph Agency, em Londres, Inglaterra (1976).

Artista multimídia e fotógrafo, Sérgio Duarte tem seus trabalhos reproduzidos em várias publicações internacionais, entre elas: Art Director 7, 8, 9, 10, 11 e 14; Index to Photographers, Rotovision, Genebra, Suíça (1980/82; 1983/84; 1985/88); Arteder 82, Feira International de Muestras de Bilbao, Espanha; Illustrator Illustrated, Rotovision, Genebra, Suíça; The Image Bank, Audio Visual Brainstorm TIB, Advertising Club of New York"s Andy Award of Merit, International Film and Television Festival, Nova York, Estados Unidos (1982); Image Bank, Nova York, Estados Unidos (1983); Centre International D"Art Contemporain, Paris, França (1984); Auditório da Casa Fuji, Prêmio Fuji de Fotografia, São Paulo, SP; Iris, Fotoptica, Brasil; Zoom Magazine, França; Zoom Magazine e Photo Magazine, Itália; Collector´s Photography, Estados Unidos (1985/1988/1989/1990); World Photographic Exhibition, Advertising Photographers Association, Japão (1989); Eletrografia com Fio de Cabelo para Futura Clonagem (1990); MAM Inventário, Editora Lemos, São Paulo, SP; e Arte Transgênica, Roda Transparente com Apoio da Embrapa (2002).

Suas imagens estão incluídas ainda em livros de prestígio como: Eletrografie " Klaus Urbons, Dumont Verlag, Alemanha (1991/94); Livro do Ano de Ilustradores Brasileiros 1993, São Paulo, SP (1993); Museu de Arte Moderna de São Paulo, SP; Visões e Alumbramentos, Coleção Joaquim Paiva, BrasilConnects Cultura & Ecologia, São Paulo, SP (2002); e 450 Anos em 24 Horas, de Eduardo Bueno e Fernando Bueno, São Paulo, SP (2004).