Prefeitos e técnicos discutem projeto para transporte aquaviário
DA REDAÇÃO
Para discutir a implantação de um sistema eficiente de transporte aquaviário no litoral paulista, o deputado João Caramez (PSDB) organizou encontro nesta quinta-feira, 20/5, na Assembléia Legislativa, com a participação de prefeitos de municípios daquela região, de empresas que operam no setor e de representantes da Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).
Segundo Caramez, um dos objetivos da reunião é formatar um projeto a ser entregue ao Executivo, para dar início aos investimentos para o desenvolvimento do setor dos transportes aquaviários. O parlamentar propõe ainda a realização de encontros nas localidades, estabelecendo um plano de criação e ampliação destes transportes, de modo que atenda às necessidades específicas dos municípios.
O pedido de maior atenção para esse tipo de transporte é antigo, afirma o gerente de travessias litorâneas da Dersa, Ricardo Goulart. Ele cita como exemplo a solicitação de linha entre o bairro Caroara, em Santos, na região continental, e o Guarujá. "Esse pedido, feito há anos, nunca foi atendido. O que os prefeitos reivindicam é a criação de linhas prioritariamente em locais em que tal meio de transporte só agilizaria o percurso feito por terra, mais demorado e oneroso, com o uso de várias conduções", afirmou.
Goulart afirma que essa situação se repete em vários municípios paulistas e que a Dersa procura atender aos pedidos justificáveis. Para ele, a principal dificuldade é que o transporte hidroviário ainda não foi encampado de forma prática pelo Executivo, com o uso de verbas e de mecanismos que agilizem esta implantação.
Falta de incentivos
Ao participar da mesa de abertura dos trabalhos, o prefeito de Iguape, João Cabral Muniz (PSDB), declarou que o transporte fluvial e de cargas não teve desenvolvimento adequado e criticou a falta de incentivos para o setor. Citou seu próprio município, que, como "todo o Vale do Ribeira, é cortado por grandes rios, o que define a vocação natural para esse transporte, também para o transporte de munícipes e de turistas. Anos atrás, o transporte hidrofluvial era muito bom, foi sendo desativado, hoje está extinto" afirmou.
Manoel Ramos, vice-prefeito do Guarujá, alegou que o município tem uma das mais significativas travessias e, portanto, necessita de manutenção constante, o que implica investimentos de peso. Ele alertou: "Se não forem tomadas medidas concretas para resolver o problema, o colapso do transporte é iminente, porque o Guarujá é uma ilha com grande fluxo através do transporte aquaviário".
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