Morte de brasileiro provoca consternação
A morte do brasileiro Sérgio Vieira de Mello num ataque contra o prédio da ONU em Bagdá, nesta terça-feira, 19/8, causou consternação e me levou a apresentar com requerimento de pesar no plenário da Assembléia. Vieira era um diplomata rigoroso, mas afável, que já havia liderado algumas das mais difíceis missões internacionais em áreas de conflito.
Desde setembro ele era o alto-comissário para Direitos Humanos da ONU e foi a primeira opção do secretário-geral Kofi Annan para assumir a missão no Iraque, em maio, depois da polêmica ação militar anglo-americana que derrubou Saddam Hussein.
Vieira de Mello insistiu para que sua missão no Iraque durasse apenas quatro meses, de modo que ele pudesse manter o posto de alto-comissário de Direitos Humanos.
Andando num terreno minado, do ponto de vista político e diplomático, ele conseguiu, segundo colegas da ONU, estabelecer rapidamente sua presença e conquistar o respeito do administrador civil dos EUA no país, Paul Bremer, apesar da tensão entre a Secretaria Geral da ONU e a Casa Branca a respeito da guerra.
"A relação tem sido muito profissional, construtiva e franca", descreveu Vieira de Mello a jornalistas uma semana antes de morrer, durante visita ao Cairo, Egito. Mas ele admitiu na ocasião que encontrou uma situação "delicada, até bizarra", no Iraque.
Falando ao Conselho de Segurança da ONU em julho ele fez um alerta que agora parece premonitório: "A presença das Nações Unidas no Iraque permanece vulnerável a qualquer um que queira ter nossa organização como alvo."
Nascido no Rio de Janeiro, Vieira de Mello trabalhava na ONU há quase 35 anos. Começou como editor-júnior das publicações do Acnur (órgão para refugiados) em 1969, em Genebra. Era alguém acostumado ao perigo e aos problemas inerentes à reconstrução de países destruídos por guerras.
Nos anos 1970 e 1980, ele foi para as missões em campo, a começar por Bangladesh, então devastado pela guerra que lhe rendeu a independência do Paquistão. Passou também por guerras civis no Sudão, em Moçambique e no Líbano.
Sérgio Vieira de Mello deixa um exemplo de luta pela vida, em defesa dos oprimidos e de respeito entre os povos. Reverenciar um ser humano que morreu trabalhando e prestando relevantes serviços em defesa da humanidade, é uma obrigação deste parlamentar.
*Said Mourad é deputado estadual pelo Partido da Frente Liberal
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