Audiência segue com polêmica em torno da Educação
A audiência prossegue com a polêmica em torno da Educação. Seguidas manifestações e contraditórios sobre o assunto acabaram gerando debates acalorados. O jornalista Pedro Valentim, de Bauru, afirmou que somente os ricos estão nas universidades públicas e que o ensino médio deveria receber mais recursos, para melhor preparar mais alunos candidatos ao ensino superior.
O professor da Unesp, Geraldo Bergamo, disse que os saudosos da ditadura colocaram ontem a polícia contra os manifestantes, porque estes desagradam às elites. "Hoje, com a ampliação do ensino médio, os formados acabam aumentando a demanda universitária que, portanto, também precisa ser ampliada."
Segundo o professor, a presença da Unesp em um município não provoca apenas impacto na economia do futuro. "Ela movimenta a economia presente. Professores também são consumidores."
Outra professora, Marilena, falou em nome da Apeosp, CPP e Afuse. Ela disse que os servidores da Educação estão apanhando da polícia há muitos anos. "Isso tem acontecido seguidamente porque a Educação não é tratada com respeito."
A manifestação de Roberto Graziani, representante da Secretaria Estadual da Cultura, tumultuou a reunião. Após pedir incentivos para as oficinas de cultura, Graziani tentou defender o governo e foi contestado com veemência pelos estudantes.
Mariuze Lima, do Sindsaúde, reclamou que Graziani teve maior tempo para expor sua opinião. O presidente Crespo explicou que controlaria o tempo com maior rigor e abriria exceção para que ela falasse, uma vez que a mesma havia cedido seu tempo para o professor Bergamo. A sindicalista pediu melhores condições para o atendimento de saúde e lembrou que o projeto de reajuste anunciado pelo governador ainda não chegou ao Legislativo.
Nilma Silva, da Unesp, destacou o trabalho de pesquisa que é feito dentro das universidades e do qual a comunidade não tem conhecimento. Bruno Terribas, estudante de Jornalismo da Unesp, esclareceu que o embate entre escola pública ou privada não interessa ao meio acadêmico, nem as acusações políticas fazem diferença. "O que importa é defender o ensino."
Demandas sem polêmica
Poucos falaram sobre as demandas de Bauru. Wilson Brasil pediu a iluminação do trecho da rodovia Marechal Rondon entre Gasparini e Unip. Valdir Caso pediu tratamento de esgoto despejado nos rios Bauru e Tietê, duplicação da rodovia Bauru-Iacanga, ligação ao aeroporto de cargas de Bauru, a ser concluído no próximo ano. Esses dois pedidos foram apoiados pelo vereador Benedito Silva, que também reivindicou a conclusão do Hospital do Centrinho. O vereador Paulo Martins Neto pediu a conclusão de viaduto entre os bairros de Bela Vista e Vila Falcão.
Apesar de ter sido alvo de críticas dos manifestantes, o deputado Pedro Tobias (PSDB) conseguiu pontuar, sem interrupções, as demandas que considera importantes para Bauru, como o recapeamento da rodovia que liga a cidade a Marília, a conclusão do acesso ao aeroporto e a prioritária ampliação do Hospital do Centrinho que, segundo ele, precisa de equipamentos e aparelhos auditivos.
O vice-presidente da comissão, Enio Tatto (PT), explicou que o impasse quanto ao veto à emenda para Educação foi gerado porque havia um acordo de ser aprovada essa única emenda que o governador não vetaria, uma vez que os deputados haviam aberto mão de outros itens. "Não foi o que ocorreu, o Executivo acabou vetando a emenda que favoreceria a Educação."
Tatto disse que não se surpreende com as manifestações, porque essas manifestações são a expressão de uma sociedade livre que muito lutou pela democracia.
Edmir Chedid (PFL), relator do orçamento, afirmou que a reunião tomou um tom político e que não houve muitas apresentações de demandas. "Mas, audiência pública também é campo de debates polêmicos."
O relator disse que a comissão está em Bauru independente de partido para aprovar um orçamento mais justo. "Não queremos fazer do orçamento um palanque político, queremos investir o orçamento de maneira mais justa."
O deputado visitou o Centrinho e ressaltou o trabalho que é feito naquele hospital, no atendimento de pacientes com lábio leporino. "Temos que encontrar um meio de garantir mais recursos para que o tio Gastão, como é conhecido o diretor do Centrinho, de continuar seu trabalho."
O presidente da Câmara, Antonio Carlos Garms, reforçou a fala sobre o Centrinho e disse que o local atende pessoas de outros países.
Exceção aberta pelo presidente Crespo garantiu a fala de Saulo Rodrigues Carvalho, estudante da Unesp que leu uma Carta aos Vereadores, na qual pede o envio de moção aos deputados pedindo a derrubada do veto às emendas para a Educação na LDO.
Notícias mais lidas
- Alesp aprova novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.874
- Eleições 2026: confira lista dos 94 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura da Alesp
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- PL elege 27 deputados e mantém maior bancada da Alesp; PT segue como segunda
- Carreta da Mamografia na Alesp terá atendimento gratuito e aberto ao público; veja datas e horários
- Aprovados na Alesp, novo Salário Mínimo Paulista e abono a servidores são sancionados
- Confira quem são os parlamentares reeleitos e os que chegam à Alesp pela primeira vez
- São Paulo reúne um dos maiores patrimônios de fósseis pré-históricos do país
- Diretora-Geral do Senado lança livro em São Paulo sobre liderança feminina na gestão pública
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Pesquisa de Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Questões de Ordem
Regimento Interno
Consolidação de Leis
Sobre o Processo Legislativo
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Normas e Proposições