As figuras humanas de Connie pintadas com vitalidade, movimento e impulso


27/05/2008 11:21

O Pescador<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/05-2008/O Pescador.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Connie<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/05-2008/Connie.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

A natureza é tão maravilhosa que não requer alterações absurdas. Com harmonia imitativa, Connie veste cada ser e cada coisa com um manto lírico que convida à meditação e à contemplação estática da beleza. A corposidade cromática e os temas escolhidos pela artista possuem um lirismo que suscita emoção e nos induzem à contemplação.

Trata-se de uma pintura pessoal, rica de conteúdo e de "phatos" que nos falam de uma Connie poeta, antes mesmo de uma pintora. Os temas de suas obras e, em particular, quando se trata de figuras humanas, são aprofundados e na sua realistica transparência nos aparecem vivos e animados.

A artista possui um segredo: o entusiasmo pela busca da harmonia da beleza, seja ela escondida no corpo de uma mulher quanto de um homem, num vulto ou uma paisagem. O amor pela verdade a induz a contar, com suas cores, histórias encantadoras nascidas de sua palheta e do traço de seus desenhos que criam vitalidade e movimento. O que mais impressiona nos quadros de Connie é a "plenitude" da cor e o modo pela qual é distribuída e dosada.

Vale salientar que a cor nas obras de Connie não constitui no paravento de uma incapacidade de sentir ou exprimir, mas serve para acompanhar o traço enxuto e essencial, que ressalta a forma e o volume de um ser humano, de uma paisagem ou de uma natureza morta.

A obra O Pescador, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, evidencia um desenho solto inteligente e feliz, com uma pincelada que se sucede rápida e impulsiva.





A artista

Connie, pseudônimo artístico de Yvonne Concetta Herbst nasceu em 1949, na cidade de Johannesburg, África do Sul, onde se formou em pintura a óleo, porcelana e restauro de obras de arte. Especializou-se em "Silkcreening and Printing" na Tapes and Adhesives, Bi-AD Display e Foilprint em Johannesburg (1966/1970).

Transferiu-se para Brasil em 1974, onde cursou até 1978 a Escola de Pintura em Porcelana L'Anarte em São Paulo. De 1980 a 1986, ministrou cursos de pintura em porcelana para grupos particulares.

Nos anos 1990 e 1991, cursou o Instituto de Arte do Restauro, no Palácio Spinelli, em Florença, Itália. Em 1992, ao regressar ao Brasil instala seu próprio Atelier Galeria de Arte, na chácara Itaim em São Paulo.

Participou da primeira exposição de pintura em porcelana da União Brasileira de Arte em Porcelana em Uberaba (1983) e ainda em mostras de pintura a óleo sobre tela no próprio Atelier (1995, 1996 e 1997) e no Espaço Cultural Markt Center (2000 e 2001); "Mulheres em Sol Maior, Hall do Teatro Paulo Autran, SP; "Cultura é vida", Riviera de São Lourenço, Bertioga, SP; Clube Paineiras do Morumbi (2001 e 2002); "Brasilis", Espaço Melia Higienópolis, SP (2003); Atelier de Arte Nino Ferraz, Granja Viana, SP (2002 e 2004). Esteve presente ainda no "Grand Marche D'Art Contemporain", na Place La Bastille e no Salon D'art Nature em Paris, França (2003).

Possui obras em coleções particulares na Itália, África do Sul, França, Brasil e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.