IML de Taubaté precisa de equipamentos
Afonso Lobato (PV) fez uma cobrança rigorosa junto à Superintendência da Polícia Técnico-Científica do Estado, exigindo o envio dos equipamentos que faltam para o funcionamento do Instituto Médico Legal (IML) de Taubaté. Por enquanto, o órgão recebeu apenas quatro mesas para necropsia e duas serras elétricas. O parlamentar visitou o local nesta quinta-feira, 6/10, acompanhado do chefe da unidade, Nelson Valise.
No prédio novo ainda faltam geladeira para acondicionamento de materiais biológicos, exaustores, ventiladores, caixas de material para necropsia e aparelho radiológico (raio-X). Além disso, a área reservada aos médicos permanece incompleta e não dispõe nem mesmo de chuveiro.
Há três anos o parlamentar solicita uma solução para o problema. "É inadmissível um Estado rico como o nosso demorar tanto para enviar esse material fundamental para o pleno funcionamento do posto. A população não pode ficar refém da falta de bom senso do governo, que não tem desculpas para não atender a esta demanda", destacou Padre Afonso.
O diretor do Centro de Perícias do IML de São Paulo, Jorge Pereira de Oliveira, se reuniu com os chefes dos postos da região, no último dia 20/09, e se comprometeu em atender as necessidades, inclusive solucionar o impasse em Taubaté.
IMPASSE - A situação do IML de Taubaté preocupa o deputado Afonso Lobato desde 2008. A fim de evitar o fechamento desse órgão, desde essa época ele cobra providências da Secretaria de Segurança Pública. O assunto foi motivo de pronunciamento do deputado, em 12/8/2008, na Assembléia Legislativa. Na mesma época, ele encaminhou relatório à secretaria, mostrando a situação do prédio e a falta de equipamentos.
Em dezembro de 2009, a então diretora Técnica do Centro de Perícias do Instituto Médico Legal de São Paulo (IML), médica Alda Blasotti, realizou uma vistoria às obras do posto do IML de Taubaté.
Acompanhada por Lobato e pelo chefe do posto, Nelson Valise, a médica disse que a solução dependia da prefeitura. O Estado, segundo ela, só poderia equipar o posto após oficializá-lo, enquanto ele não "existisse" na estrutura da Polícia Técnico-Científica, o que até hoje ainda não foi feito, nada poderia ser feito.
O problema do IML de Taubaté começou no final do mandato do governador Geraldo Alckmin, que transferiu o posto para Pindamonhangaba. Na época, a prefeitura iniciou a construção de um novo prédio para o órgão, que só foi concluído recentemente, após inúmeras cobranças de Padre Afonso.
Em março de 2009, quando novamente o governo ameaçou fechar o posto, o prefeito assinou um termo de compromisso, mas as obras se arrastaram até o início desse ano.
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