Os perigos do carnaval
Pedro Tobias*
Com a chegada do Carnaval, dois temas relevantes de saúde pública merecem atenção especial das autoridades e da própria sociedade: as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), especialmente a Aids, e a gravidez na adolescência. Todas as campanhas educativas de prevenção são intensificadas nesta época do ano buscando reverter um quadro cada vez mais crescente e real.
Dados do Ministério da Saúde sobre a Aids revelam que, nos últimos três anos, está ocorrendo uma inversão na proporção de acometimento da doença em homens e mulheres, especialmente na faixa etária de 13 a 19 anos de idade, com um número maior de casos do sexo feminino.
A ocorrência da gravidez na adolescência também vem aumentando bastante nos últimos anos. Números oficiais mostram que, de cada 100 mulheres que têm bebês, 28 têm menos de 18 anos de idade. Isto tem sérias conseqüências físicas, psicológicas e sociais.
As recentes pesquisas mostram ainda que nos meses de novembro e dezembro aumenta o número de nascimentos, comprovando, assim, que as jovens engravidam mais durante o período de carnaval. Por isso há a necessidade de uma conscientização intensa durante a maior festa popular do País.
A gravidez precoce é, quase sempre, não planejada e, por isso, indesejada. É um período confuso e doloroso de contradições, caracterizado muitas vezes por atritos na família, na escola e no ambiente em que vive a adolescente. E é nesse turbilhão de emoções que normalmente ela começa a entrar em contato com sua sexualidade. Portanto, a gestação na adolescência ocorre por falta de informação, por desconhecimento de métodos anticoncepcionais, por descrença de que realmente possa engravidar, por necessidade de agredir a família ou por carência afetiva.
Essa gravidez é de um modo geral enfrentada com muita dificuldade. O medo da perda da proteção familiar e da repressão social abalam a auto-estima da adolescente que, acuada, pode deixar de estudar e até de trabalhar. A gravidez precoce é vivida como um momento de muitas perdas e as complicações físicas e psicológicas ocorrem com mais freqüência.
Daí a importância de praticar sexo seguro, com responsabilidade. Em todas as relações sexuais deve-se usar o preservativo (camisinha), pois com ele todos estarão se protegendo não somente da Aids mas de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a herpes, além de evitarem a gravidez indesejada.
*Pedro Tobias é deputado estadual pelo PSDB, médico ginecologista e mastologista
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