Assembléia Popular
Desmandos na escola pública
A morosidade na apuração e na aplicação de punições em processos administrativos nas diretorias de ensino de São Paulo foi apontada por José Roberto Alves da Silva, do movimento Comunidade de Olho na Escola Pública, entidade que, desde 1997, combate desmandos e violência dos agentes públicos dentro das escolas. "Temos mais de 500 escolas com denúncias de abusos, envolvendo desde a direção até merendeiras", disse. José Roberto citou o exemplo da Escola Estadual Prof. Eugênio Davi dos Santos, na zona norte da capital, que seria alvo de queixas de cerca de 50 pais. "Há um processo administrativo que tramita há mais de um ano. Peço que a Comissão de Educação da Assembléia nos ajude, para que sejam tomadas providências", apelou.
Motosserra furiosa
Presidente do Núcleo de Apoio aos Pais de Alunos, Cremilda Estella Teixeira criticou a atuação do prefeito de Pompéia, no interior paulista, que teria desmatado um bosque naquele município. "É hipocrisia trazer figurões de Marília para falar sobre meio ambiente nas escolas e depois não dar o exemplo na própria cidade", disse Cremilda. Segundo ela, o prefeito retirou árvores nativas e outras que haviam sido plantadas quando houve uma reforma no bosque, há de dez anos. "Ele tem uma motosserra furiosa", observou.
Canalização
Com 10 mil moradores, a cerca de 20 quilômetros do centro de São Paulo, o Parque Maria Domitila, na zona oeste da capital, tem boa infra-estrutura em alguns aspectos, mas ainda convive com uma área onde o esgoto corre a céu aberto. A constatação foi feita por Ronaldo de Oliveira Jarnyk, da associação comunitária daquele bairro. Jarnyk pediu providências da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para a canalização do braço do córrego Cintra. "A Sabesp se comprometeu a revitalizar uma rede de esgoto danificada ou instalar uma nova rede", informou. Ele também criticou a instalação de unidades da Febem em bairros da capital paulista.
Segurança pública
A delegada aposentada Maria Lima Matos criticou o governador Geraldo Alckmin por sua falta de atuação na área da segurança pública. Para Maria Lima, o governo viola os direitos fundamentais dos habitantes do estado por não garantir a "liberdade de dizer não ao medo". "Tanto a população como os 140 mil policiais sofrem com a política de segurança pública adotada por Alckmin e seu secretário", afirmou.
Impacto
O traçado do rodoanel defendido pela Dersa foi classificado como ecologicamente insustentável pelo representante do Grupo Cala (Comissão de Acompanhamento de Leis da Assembléia), Luiz de Deus Tavares. "Ao atingir o braço do Rio Grande da Represa Billings, o traçado proposto para o rodoanel, se mantido, trará conseqüências gravíssimas para a qualidade da água oferecida à população paulistana", afirmou. Luiz pediu empenho para que os parlamentares aprovem a Lei Específica da Represa de Guarapiranga para que possam discutir a Lei da Billings, que deverá estabelecer, entre outros, critérios para a ocupação de suas margens.
Desinformação
Mauro Alves da Silva, do Grêmio Social, Esportivo e Recreativo Sudeste, afirmou que o Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia), do governo federal, não contém dados referentes às capitais mais populosas do país. "Apenas 26% dos conselhos tutelares repassam informações ao Sipia. Desta forma, não é possível confiar nos dados que estão registrados no sistema. As suspeitas são de que os governos não querem que sejam registrados a falta de serviços e os abusos cometidos por agentes públicos", explicou.
Água " essência da vida
Roque Araújo Neto, da Sociedade Amigos do Bairro Jardim Marco Pólo, de São Bernardo do Campo, pediu para que os deputados defendam os interesses da sociedade, independentemente do partido a que estejam filiados. Roque alertou que o rodoanel é uma obra importante para o estado, mas não pode acabar com as nascentes da represa Billings. "A água é a essência da vida, só Deus sabe como fazê-la", afirmou, pedindo mais cuidado com a natureza.
Campanha unificada
Após dizer que "o funcionalismo está com a corda no pescoço", a presidente da Associação dos Oficiais de Justiça do Estado de São Paulo informou que os servidores do Judiciário se juntarão a outras categorias do funcionalismo, como professores, profissionais da Saúde e da Segurança Pública, para fazer uma campanha salarial unificada. Ela informou que está programada uma passeata, às 10h, do Masp à Secretária da Fazenda, no dia 26/7. As principais reivindicações são a revisão e reposição salarial das perdas dos últimos anos, plano de cargos e carreiras para o funcionalismo e aprovação do PL que dispõe sobre a data-base para os servidores.
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