Primeiro secretário ressalta participação do povo na Revolução de 32


08/07/2004 20:26

Deputado Emidio de Souza<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/hist/emidio 32.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Da assessoria da 1ª Secretaria

"Não existe desenvolvimento econômico que compense a falta de liberdade." Com estas palavras, o deputado Emidio de Souza, primeiro secretário da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, se manifestou nesta quinta-feira, 8/7, sobre a participação do povo paulista na Revolução Constitucionalista de 32, durante homenagem prestada na sede do Palácio 9 de Julho em memória ao movimento armado contra o governo revolucionário instalado em 1930 no país por Getúlio Vargas.

O deputado também ressaltou que "esse movimento teve a presença de todas as camadas da população, em busca do estado de direito contra a ditadura instaurada, e não em defesa de uma única pessoa ou de um ídolo, o que constitui exemplo para as gerações futuras".

De acordo com o parlamentar, "o Brasil apresentava nas décadas de 20 e 30 um caldo de cultura semelhante ao que levou a Alemanha ao nazismo e a Itália ao fascismo, aliando o Japão em um grande confronto mundial, com trágicas conseqüências para a população".

Para ele, "o movimento revolucionário de 32 plantou as bases para o que o Estado de São Paulo é hoje, com seu atual desenvolvimento, e devemos nos lembrar que todos os demais movimentos ocorridos pós-64 e a luta pelas Diretas-Já também tiveram suas origens no solo paulista".

Modesto Falabella Tavares de Lima, assessor da 1ª Secretaria, realizou pronunciamento em que ressaltou: "todos nós, paulistas e brasileiros, devemos guardar a importância da data, pois ela representou a luta contra o arbítrio e pela liberdade".

Modesto, que é filho de Chopin Tavares de Lima (ex-procurador de Justiça, deputado estadual, líder do MDB na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, secretário de Estado do Interior - 1983 a 1986 - e da Educação - 1987 a 1989), recordou que a atual geração é marcada pelo golpe militar de 64 e que seu pai, "pelo simples fato de pertencer a um partido de oposição, foi cassado por um regime que realizou obras faraônicas, como a Transamazônica e as usinas nucleares, deixando uma dívida externa impagável e uma situação econômica recessiva cujos reflexos vêm até os dias de hoje, mas deve-se ressaltar que essa ditadura não caiu pela força das armas e sim por movimentos pacíficos como a campanha pelas Diretas-Já".

Mostra permanente

Célio Debes, membro da Academia Paulista de Artes, representou o ex-deputado e presidente da honra da Comissão da Medalha dos Revolucionários de 32 da Assembléia Legislativa, Israel Dias Novaes, que, adoentado, não pôde estar presente.

Nesta data também foi aberta a Mostra Permanente da Revolução Constitucionalista de 1932, organizada com o apoio e a colaboração do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), representado no evento por seu diretor-superintendente, Guilherme Ary Plonski. Foram ainda entregues as medalhas comemorativas à Revolução a parentes e representantes dos soldados constitucionalistas. Estiveram presentes na Assembléia Legislativa representantes da sociedade civil e militar.

emidio@al.sp.gov.br