Acervo Artístico: O universo de Fogaça: mágica transfiguração da realidade em fábula

Emanuel von Lauenstein Massarani
29/07/2004 14:00

Clique para baixar a imagem" alt="Obra "A festa de São Pedro", doada ao Acervo Artístico do Palácio 9 de JulhoClique para baixar a imagem"> Fogaça, pseudônimo artístico de Pedro Soares Fogaça<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/hist/fogaca2.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

A arte de Fogaça é singular, autônoma, autóctone e, de imediato, interessa e fascina. O artista sabe se servir do pincel com desenvoltura para criar um universo de pontuações multicores dentro do qual faz vibrar a realidade que vem magicamente transfigurada numa espécie de fábula.

As suas obras são harmoniosas na composição e nas cores e constituem uma festa para os olhos, além de transmitir ao espírito aquela alegria que se origina sempre de toda criação e atrai pela originalidade e nobreza, pelo significado e pelo estilo.

A temática de seus quadros é muito rica, pois se inspira na natureza e nas ambientações dos casarios e dos muros pelos campos. Não há dúvida que a natureza é re-proposta em aspectos e interpretações totalmente novas e numa atmosfera onírica.

Ao afrontar um tema de inspiração secular como o da natureza é que temos a plena medida da criatividade artística de Fogaça. Das reservas que sabe obter da cor, do modo com que usa o pincel, da originalidade com que trata cada tema - do mais simples ao mais árduo - o artista demonstra possuir as qualidades de um pintor maduro.

Consciente de seus meios de expressão e da capacidade de saber utiliza-los, através da obra "A festa de São Pedro", doada ao Acervo Artístico do Palácio 9 de Julho, esse pintor sai de um certo primitivismo original para entrar num surrealismo equilibrado.

O Artista

Fogaça, pseudônimo artístico de Pedro Soares Fogaça, nasceu em 1950, na cidade de Mococa, São Paulo. Após o término do Ensino Médio em sua cidade natal. Em 1970 mudou-se para São Paulo, onde cursou comunicação visual, no IADE, história da arte, na Secretaria de Turismo, teatro com Eugênio Kusnet e na Contemporânea Escola de Arte.

Desde a mais tenra infância desenhava e pintava, na capital começou a pintar a óleo em estilo primitivo e dando ênfase à temática da vida interiorana. Tarsila do Amaral foi sua musa inspiradora, da qual recebeu fortes influências.

Participou de inúmeras exposições coletivas e individuais, entre as quais destacam-se: Museu de Arte Brasileira, FAAP, SP (1971); Universidade de Indiana, Estados Unidos (1971); Paço das Artes, SP (1971); Galeria Arno, Firenze, Itália (1971); USIS, Consulado Americano (1971); KLM, SP (1971); Pocket Gallery, SP (1971 e 1972); SESC, SP (1971 e 1973); Gainsville, Flórida, Estados Unidos (1972); Universidade da Califórnia, Estados Unidos (1972); Galeria Il Vettore, Milão, Itália (1972); Cherry Gallery, Bologna, Itália (1973); Bienal Nacional, Ateliê de Gravuras (1974); Salão de Arte Contemporânea de São Caetano do Sul (1974): Salão de Paisagem Paulista (1975 e 1976); Salão da Primavera (1975 e 1976); Arte e Pensamento Ecológico (1975, 1976, 1977, 1978 e 1980).

Suas obras encontram-se em coleções particulares na Europa, Estados Unidos, América do Sul e Central, Austrália e Rússia. Além dos acervos do Museu de Arte Contemporânea de Skopje, Iugoslávia, Museu Nacional de Belas Artes, Santiago do Chile e nos museus municipais de Osasco, Americana e Teresina no Piauí.