Opinião - Combate à pedofilia: todos somos responsáveis
O dia 18 de maio reveste-se de particular importância e marca uma ação que deve ser cotidiana na vida das pessoas, independentemente da situação financeira, familiar e social: a erradicação do abuso e da violência sexual contra crianças e adolescentes. Em suma, a pedofilia, termo que classifica estas abominações.
Espera-se que um adulto, seja qual for o vínculo, proteja, em qualquer circunstância, as crianças e os adolescentes. Seja pai ou mãe, tio ou tia, vizinha ou vizinho, está implícito em nosso ser a proteção aos mais frágeis. É assim na natureza, entre os demais animais da mesma espécie e, por que não seria assim conosco que ocupamos o topo da escala entre as criaturas? Nós, seres racionais.
Nos últimos anos, graças a um conjunto de ações da sociedade civil, segmento empresarial, setor público, entidades filantrópicas e comunidades religiosas tivemos, no Brasil, importantes conquistas em termos de conscientização e percepção sobre o que significa esse crime.
Em termos legais, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), de 1990, consolidou as ações de defesa e de proteção, ressaltando em seu artigo terceiro que "a criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana", assegurando-lhes oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade.
Por meio dos encaminhamentos vemos, cotidianamente, prisões de verdadeiras facções criminosas em torno do assunto. Criminosos que se comunicam além das fronteiras, com mentes tão ou mais doentes, por meio da rede mundial de computadores.
Felizmente, a indignação social repercute não só neste Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes, mas no surgimento de grupos e entidades de defesa como o Movimento das Mães Brasileiras contra a Pedofilia, desencadeado a partir do Estado do Espírito Santo.
Outro bom exemplo de iniciativa que merece elogio e apoio é o Pacto Empresarial Contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, fruto de esforços mantidos no contexto do programa "Na Mão Certa". Iniciativa da Childhood Brasil, o programa forma uma grande aliança de defesa e proteção nas estradas do país.
Os esforços se multiplicam. Entretanto, os registros no país e no mundo aumentam à medida que as investigações se aprimoram também com alianças internacionais. Em março, por exemplo, uma investigação policial desmontou a maior rede de pedofilia já descoberta na internet, com cerca de 70 mil integrantes e conexões em 30 países. Continuamos convivendo com a sordidez e o horror do abuso e da exploração sexual de meninos e meninas.
A pedofilia não é um fato isolado. Faz parte de múltiplos fluxos de criminalidade, de forma associada com condições estruturais produtoras de miséria, desamparo, desalento e dor. Os desafios são gigantescos, mas, com a união de todos os segmentos sociais, serão superados com uma inquebrantável e persistente vontade de mudar o atual estado de coisas.
Reafirmo, em defesa das crianças, um alerta a toda a sociedade, como já o fez Chico Xavier: "a criança desprotegida que encontramos na rua não é motivo para revolta ou exasperação, e sim um apelo para que trabalhemos com mais amor pela edificação de um mundo melhor". Afinal, de todos os presentes da natureza para a raça humana, "o que é mais doce para o homem do que as crianças?", perguntou, certa vez, o escritor Ernest Hemingway, Prêmio Nobel de Literatura em 1954.
As crianças são um tesouro sem igual. É preciso libertá-las, de vez por todas, desses crimes hediondos para que possam continuar sendo, sem qualquer trauma, o que devem ser, simplesmente crianças, brincando, aprendendo e se encantando a cada minuto com a maravilha da vida.
Todos nós somos responsáveis e não devemos temer o que é atípico. Não tenha medo da dúvida. Denuncie.
*Ana Perugini é deputada estadual do Partido dos Trabalhadores.
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