Museu de Arte - Mie Kobayashi inclui somente elementos essenciais e elimina o supérfluo


17/06/2009 14:00

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Flores de Primavera<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/06-2009/MieKobafloresprimavera.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Mie Kobayashi<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/06-2009/MieKobaiashi.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Mie Kobayashi ama a natureza. Essa constatação surge espontânea a quem tem a ocasião de admirar seus quadros. Flores, árvores, folhagens se animam de uma força misteriosa, tornam-se algo vivo, palpitante. Com extremo bom gosto, ela elimina da tela o supérfluo, incluindo somente os elementos essenciais à vida do quadro, reespelhando no seu ânimo a beleza eleita da natureza.

Mie Kobayashi, que veio recentemente ao Brasil para descobrir a natureza tropical, cria flores misteriosas, humildes e suaves. No momento atual, em que o problema ecológico se faz mais sentir, elas estimulam a sua criatividade e com eles instaura seus colóquios artísticos.

Rica de naturalidade e de silêncio, ela possui o dom e a delicadeza da composição, sobretudo revelando com minuciosa habilidade proposições verdadeiramente apreciáveis, usando um monocromatismo de tintas tênues. Hoje, com a suavidade de sua natureza, com a segurança de seu trato, com a modéstia de sua convicção, a artista é considerada uma das belas realidades da pintura japonesa.

Em "Flores de primavera", obra doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, a artista exclui de sua pintura muitas partes do real e cria uma síntese toda sua com dois modos de ser da realidade. Na variedade de flores que encontramos em seus quadros deve-se procurar a flor que não seja tipicamente oriental. Não a encontraremos!

A Artista

Pintora figurativa Mie Kobayashi, nasceu em 1948 em Nagasaki, província de Yokohama, no Japão. Embora desde a mais tenra idade tenha se interessado por todo tipo de artes, somente a partir de 1983, tendo como mestre o professor e artista Yutaka Sasaki, passou a freqüentar, durante 8 anos, a Escola de Arte Asahi Cartier School.

Realizou inúmeras viagens através das Américas a começar pelo Canadá e pela quarta vez visitou em 2004 o Brasil, a fim de buscar inspiração e material para pintar flores, cidades e artes típicas de cada região.

No ano de 1988 participou de diversas exposições em Tokyo, em Ueno, e, particularmente, na província de Yokohama; Em 2000 Realizou uma mostra individual na Quebec Gallery, no Canadá.

Possui obras em acervos particulares e oficiais do Japão, do Canadá e no Brasil, notadamente em São Paulo no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.