Assembléia receberá brasileiras indicadas para o Nobel da Paz 2005
A Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo, presidida pelo deputado Ítalo Cardoso (PT), realizará reunião dedicada ao Projeto 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz 2005. O projeto tem como objetivo chamar a atenção da opinião pública para o papel da mulher na construção de um mundo mais justo, solidário e pacífico. A reunião, aberta ao público, será na quinta, 22/9, das 14h30 às 16h, no Plenário José Bonifácio (1º andar da ALESP).
Em 104 anos de história do Nobel, apenas 13 mulheres foram laureadas. Este ano, mil mulheres poderão receber o prêmio coletivamente. A escolha aconteceu em várias etapas. Inicialmente, um comitê internacional definiu o número de candidatas por país, levando sempre em conta a representatividade demográfica, o nível de seguridade social e de igualdade entre os gêneros. Depois, foram montados os comitês executivos regionais para promover o projeto e organizar as inscrições. A partir daí, foram feitas as indicações das mulheres com históricos ligados à luta pela paz.
O Comitê Executivo Brasileiro, coordenado por Clara Charf, recebeu 262 nomes aptos a concorrer. Desses, foram selecionadas 52 brasileiras de diferentes estados, classes sociais, etnias, níveis educacionais e áreas de atividade. Todas têm em comum a luta pela inclusão social.
O Estado de São Paulo tem 13 das 52 indicadas, são elas: Albertina Duarte Takiuti, médica ginecologista; Alzira Rufino, ativista feminista e anti-racista; Elza Berquó, demógrafa; Eva Blay, pesquisadora e professora universitária; Heleieth Saffioti, socióloga e professora universitária; Luiza Erundina, líder política e deputada federal; Margarida Genevois, ativista pelos direitos humanos; Maria Amélia de Almeida Teles, ativista feminista e de direitos humanos; Maria José Rosado Nunes, ativista feminista e professora universitária; Mayana Zatz, cientista; Nilza Iraci, ativista feminista e anti-racista; Sílvia Pimentel, advogada e professora universitária; Therezinha de Godoy Zerbini, advogada e ativista política.
Conforme o deputado Ítalo Cardoso, ao receber as mulheres que foram indicadas no Estado de São Paulo, a Comissão de Direitos Humanos pretende fazer com que o Legislativo paulista possa ter um envolvimento efetivo no apoio à iniciativa.
italopt@uol.com.br
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