Controladoria Geral da União e Assembleia celebram Dia Internacional contra Corrupção
A Controladoria Geral da União (CGU) lembrou a passagem do Dia Internacional contra Corrupção nesta quinta-feira, 9/12, e reuniu-se na Assembleia paulista com especialistas e técnicos que sugeriram ações combativas de efeito punitivo e preventivo de atos corruptos.
Na reunião, mediada pelo diretor presidente do ILP, Roberto Eduardo Lamari, o chefe da Controladoria Regional da União do Estado, Nivaldo Germano, iniciou explanação lamentando o fato de ter que destacar um dia contra a corrupção. "O combate deve envolver não só as instituições governamentais, mas a sociedade", ressaltou Germano.
O chefe da controladoria também expôs os desafios e missões da CGU, que tem como objetivo "zelar pela boa e regular aplicação dos recursos públicos". Germano lembrou do Portal da transparência do governo federal, que permite maior participação e fiscalização da sociedade. Por meio do portal, é possível acompanhar toda a movimentação dos investimentos de vários municípios e há também uma página especial para conferir os detalhes dos gastos com a Copa do Mundo de 2014 e com os Jogos Rio 2016 no Brasil.
Endossando as palavras de Germano, o promotor de Justiça do Ministério Público do Estado, Tiago Cintra Essado, disse ser necessário haver um trabalho conjunto das instituições e da população para o combate à corrupção. "A mesma audácia que move essas pessoas com o objetivo de violar a lei, deve estar presente em agentes públicos de cada instituição e lideranças sociais no combate a essa prática criminosa", afirmou o promotor.
Sérgio Gardenghi Suiama, procurador da República do Ministério Público Federal no Estado, chamou a atenção para importantes trabalhos de prevenção que a CGU e o TCU (Tribunal de Contas da União) têm desenvolvido, como o modelo de fiscalização dos gastos com os preparativos para a realização da Copa do Mundo no Brasil e a participação no processo que condena candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa. "As vítimas de corrupção não se restringem aos ministérios da saúde, educação, etc, mas são vítimas todos os que seriam beneficiados por meio das instituições", acentuou.
"Quanto maior for o risco de um corrupto ser pego, menor a corrupção", disse o superintendente-adjunto da 8ª Região Fiscal, Marcelo Barreto Araújo, ao explicar o papel da Receita Federal no combate à corrupção. "100% dos escândalos envolvendo o tema em questão tiveram infeliz desfecho para os corruptos. Todos os casos de corrupção foram processados e os infratores devidamente penalizados", garantiu Araújo.
O corregedor regional da Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo, Gilberto José Pinheiro Júnior, resasltou a importância da cooperação da população ao passar informações que ajudem no desmantelamento do crime organizado. "Talvez um dia possamos comemorar o dia internacional sem corrupção", brincou.
Convidado pela CGU, o cientista político especializado em administração pública, Marco Antônio Carvalho Teixeira, fez breve exposição sobre os desafios do controle social e seu papel. "Não há como acabar com a corrupção, mas, na medida em que as instituições de controle produzirem informações para que a sociedade possa se apropriar e participar do processo, nós estaremos preparados para reduzi-la", concluiu Teixeira.
CGU premia vencedores da Capital
A 4.ª edição do Concurso de Desenho e Redação, lançada pela Controladoria Geral da União, adotou como tema o questionamento: "Como será o futuro do Brasil com o dinheiro público bem aplicado?" e contou com a participação de estudantes do ensino fundamental e médio de todo o país.
Neste ano, na categoria Redação I, três premiados são da capital paulista: Lígia Zeid Marques Silva, que cursa o 9º ano do Colégio Koelle da cidade de Rio Claro, ficou em primeiro lugar; Wanderson Companheiro Feitosa, que cursa o 9º ano da Escola Municipal Profª Dra. Ruth Correia de Leite Cardoso do município de Ilhabela, ficou em segundo lugar; e Paula Carolina Caldeira Gomes da Silva, que cursa o 7º ano da EE Dr. Mitsusada Umetani da cidade de Pereira Barreto, ficou em segundo lugar.
Na categoria Escola cidadã, a EMEF Victor Civita do bairro Jaraguá, zona noroeste do município paulista, foi a escola premiada por ter produzido o projeto "De olho vivo no dinheiro público". A proposta desenvolvida pelos professores contou com a análise de textos, filmes, músicas, etc, e o resultado final foi a elaboração de redações e painéis.
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