Governador sanciona lei que institui piso salarial do Estado
O governador José Serra sancionou nesta quarta-feira, 11/7, no Palácio dos Bandeirantes, a lei que institui o piso salarial do Estado de São Paulo. O presidente da Assembléia, Vaz de Lima, participou da cerimônia e avaliou que a medida faz justiça social.
"São Paulo tem pressa e a Assembléia foi ágil para aprovar esse projeto de interesse direto dos trabalhadores paulistas e de grande interesse público", disse Vaz de Lima. O Projeto de Lei 363/2007 foi enviado pelo Executivo à Assembléia Legislativa no dia 25/4. Os deputados estaduais o aprovaram no dia 28/6.
O governador José Serra disse que a instituição do piso salarial estadual cumpre um dos projetos apresentados durante sua campanha eleitoral. Ele destacou que a nova lei estabelece três pisos para grupos de categorias profissionais que não dispõem de acordos coletivos. Os pisos salariais variam de R$ 410 a R$ 490, conforme as categorias profissionais, e começarão a vigorar em 1º de agosto para todo o setor privado.
Segundo o governador, os servidores municipais não foram incluídos na medida, pois a legislação que regula o poder dos Estados para fixar pisos salariais veta essa possibilidade. Também os servidores estaduais estão fora da nova lei, pois já dispõem de piso salarial superior aos criados com a nova lei.
José Serra disse que os três pisos representam um significativo aumento para os trabalhadores do Estado que recebem um salário mínimo, pois estes passarão a ter direito a reajustes que variam de 8% a 29% com relação ao valor do mínimo nacional.
Após a sanção da lei, o passo seguinte do governo será a notificação ao Ministério do Trabalho, que deve fiscalizar a aplicação do novo mínimo em São Paulo. Segundo o secretário de Emprego e Relações do Trabalho, Guilherme Afif Domingos, há ainda o desafio de divulgação da nova lei para toda a sociedade paulista.
O secretário disse, na cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, que a lei proposta pelo governador respeita os sindicatos e atinge somente os setores menos organizados. "A lei proposta pelo governo, discutida e aprovada na Assembléia, é uma espécie de acordo coletivo para aqueles trabalhadores que não têm dissídio", disse.
Ainda segundo o secretário, a data-base para o piso estadual coincidirá com a do reajuste anual do salário mínimo nacional: 1º de maio. Em fevereiro do ano que vem, um novo projeto de lei deve ser encaminhado pelo Executivo com a finalidade de estabelecer os reajustes anuais dos salários mínimos. Desse modo, a Assembléia poderá voltar a discutir a medida e aperfeiçoá-la com base nos efeitos observados ao longo deste ano, explicou Afif.
Mínimo estadual
A Lei Complementar 103, de 14 de julho de 2000, delegou aos Estados o poder de fixar pisos salariais para trabalhadores de seus territórios que não tenham remuneração mínima definida pela legislação federal, por convenção ou por acordo coletivo.
A lei sancionada nesta quarta-feira pelo governador José Serra institui, no âmbito do Estado de São Paulo, pisos salariais para os trabalhadores de diversas categorias. O salário mínimo para domésticas, serventes, trabalhadores agropecuários e florestais, contínuos, motoboys e ascensoristas, entre outros que a lei especifica, passa a ser de R$ 410. Os operadores de máquinas e implementos agrícolas e florestais, os carteiros, tintureiros, barbeiros, cabeleireiros, manicures, vendedores, garçons, telefonistas, tecelões e encanadores, entre outros que a lei especifica, receberão o salário mínimo de R$ 450. Os trabalhadores de serviços de higiene e saúde, os agentes técnicos em vendas e representantes comerciais, supervisores de compras e vendas e técnicos em eletrônica, entre outros que a lei especifica, receberão o salário mínimo de R$ 490.
De acordo com Marília da Silva Lima, presidente da Federação das Empregadas Domésticas do Estado de São Paulo, 1,8 milhão de trabalhadores serão beneficiados com a nova lei, dos quais 500 mil são domésticos e recebem apenas um salário mínimo.
Compareceram ao evento deputados estaduais, vereadores, representantes de entidades de classe e centrais sindicais.
Notícias mais lidas
- Alesp aprova novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.874
- Eleições 2026: confira lista dos 94 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura da Alesp
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- PL elege 27 deputados e mantém maior bancada da Alesp; PT segue como segunda
- Carreta da Mamografia na Alesp terá atendimento gratuito e aberto ao público; veja datas e horários
- Aprovados na Alesp, novo Salário Mínimo Paulista e abono a servidores são sancionados
- Confira quem são os parlamentares reeleitos e os que chegam à Alesp pela primeira vez
- São Paulo reúne um dos maiores patrimônios de fósseis pré-históricos do país
- Diretora-Geral do Senado lança livro em São Paulo sobre liderança feminina na gestão pública
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Pesquisa de Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Questões de Ordem
Regimento Interno
Consolidação de Leis
Sobre o Processo Legislativo
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Normas e Proposições