Comissão colhe subsídios para implantar plano de esporte educacional no Estado
Para elaborar uma carta de princípios e diretrizes que resultem em um projeto de lei para a criação de um plano estadual de esporte educacional, a Comissão de Esportes e Turismo realizou, por iniciativa do deputado Roberto Felício (PT), seminário que reuniu especialistas do setor nesta terça-feira, 27/10, na Assembleia Legislativa.
"O resultado deste encontro será um instrumento importante tanto para que elaboremos um Plano Estadual de Esporte Educacional quanto para que influenciemos na elaboração de um Plano Estadual de Educação, que ainda não existe", declarou Roberto Felício.
Também presente ao evento, o deputado Pedro Bigardi (PCdoB) destacou que a Comissão de Esportes e Turismo tem realizado um "trabalho interessante, ouvindo entidades que podem contribuir para a elaboração de políticas vinculadas ao esporte".
No primeiro painel do evento, Gianna Perim, da Secretaria Nacional de Esporte Educacional do Ministério do Esporte, falou sobre o Programa Segundo Tempo, implantado pelo ministério, com o objetivo de universalizar a prática esportiva como instrumento de desenvolvimento humano e inclusão social.
Segundo Gianna, o programa passou de um orçamento de R$ 29 milhões, em 2004, para R$ 263 milhões, em 2009. Com o incremento de parcerias com outras entidades, o número de atendimentos passou de 500 mil beneficiados, em 2003, para cerca de 1 milhão este ano.
"Embora tenhamos evoluído em orçamento e qualificação, o Programa Segundo Tempo atende apenas 1,75% dos cerca de 35 milhões de brasileiros entre 6 e 17 anos", destacou Gianna. Para alterar esse quadro, uma das propostas é inserir o Segundo Tempo no Programa Mais Educação, do governo federal, que prevê a ampliação de tempos e espaços educativos em arte, cultura, esporte e lazer. "Em parceria com o Mais Educação, o Programa Segundo Tempo deve estar implantado em 5 mil escolas, atendendo cerca de 1,5 milhão de jovens, em 2010", previu Gianna.
Gol de letra
Coordenadora do projeto Jogo Aberto da Fundação Gol de Letra, a psicóloga e jogadora de vôlei Angela Bernardes fez uma exposição sobre a fundação - criada por iniciativa dos jogadores de futebol Raí e Leonardo - e sua proposta de desenvolver práticas esportivas também visando à transformação social. A fundação tem a missão, segundo Ângela, de contribuir com a formação educacional e cultural de crianças e jovens para que venham a atuar com autonomia, sem deixar de lado a proteção social e a integração da comunidade. Trata-se de uma proposta pedagógica - esporte para a educação - e social - esporte para a integração da comunidade.
Ângela destacou o projeto que coordena, o Jogo Aberto, que congrega a prática de esportes e a formação de mltiplicadores - jovens que, por seu potencial em liderança, tornam-se monitores, agentes da transformação. Alguns inclusive, com a influência do trabalho profissional, obtiveram oportunidades e hoje são estudantes de Educação Física.
Política pública
O secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação, Walter Feldman, declarou-se entusiasmado porque o Brasil deverá sediar, na próxima década, os dois maiores eventos esportivos da humanidade: a Copa do Mundo e as Olimpíadas, e isso requer grande preparação. Feldman elogiou o lobby saudável e o trabalho político que levaram o COI a optar pelo projeto brasileiro. Ele se disse impressionado com o fato de o país captar "de forma tão planetária esse sentimento positivo" que levou à escolha do Rio de Janeiro.
Feldman fez uma exposição do projeto Clube Escola, que vem, desde 2007, reformando e restaurando 274 equipamentos esportivos municipais, estaduais e comunitários para integrarem uma rede de atividade voltada para as comunidades. Pelo projeto, crianças e jovens têm possibilidade de praticar esportes e atividades culturais e de lazer no horário alternativo ao das aulas, e sua família também.
Para o Clube Escola, foram investidos R$ 110 milhões. Atualmente, estão implantados e funcionando 98 unidades, com 230 mil atendimentos. A despesa anual com o funcionamento é de R$ 22 milhões e requer, segundo o secretário, a parceria com diversas entidades para complementar o orçamento municipal destinado a isso.
Já visando 2016, está em andamento o Clube Escola Olímpico, que descentralizará o Centro Olímpico do Ibirapuera com a criação de mais quatro centros. É uma maneira de "caçar talentos" que tenham potencial para os esportes de alto rendimento.
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