Entidade pede política pública para portadores da síndrome pós-pólio
O Estado deve assumir sua responsabilidade por falhas na vacinação contra a poliomielite nas décadas de 1960 e 1970 e, a partir daí, criar políticas públicas, no Sistema Único de Saúde (SUS), para o tratamento da síndrome pós-pólio " conjunto de sintomas como fadiga e problemas musculares, que atingem pessoas com seqüelas da paralisia infantil, décadas depois de elas experimentarem um período de estabilidade (veja quadro abaixo).
Essa é a expectativa de Luiz Baggio Neto, presidente da Associação Brasileira de Síndrome Pós-Pólio. A Abraspp e a Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina (Unifesp/EPM) promovem, na quinta e sexta-feira, 1 e 2/9, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, o II Simpósio Brasileiro de Síndrome Pós-Poliomielite.
Baggio reconhece que, desde o primeiro simpósio, realizado em maio do ano passado, o problema ganhou visibilidade. "Há cerca de dez pesquisas sobre a SPP em andamento na Unifesp", afirmou.
A universidade mantém há três anos, no Hospital São Paulo, na capital, um ambulatório para atendimento aos portadores da síndrome pós-poliomielite. Ele é coordenado pelo médico Abrahão Augusto Quadros. "Embora a discussão sobre a síndrome seja nova no Brasil, o primeiro caso foi descrito em 1875, na França", diz Quadros. Com cerca de 300 pacientes em atendimento " 66% deles já com SPP diagnosticada ", o ambulatório realiza avaliação clínica e neurológica e, se necessário, promove o encaminhamento para centros de reabilitação.
Um dos maiores especialistas em síndrome pós-pólio, o médico Marinos Dalakas, chefe do Setor Neuromuscular do National Institute of Neurological Disorders ans Stroke, nos Estados Unidos, realizou conferência no simpósio. Dalakas, que na década de 1980 realizou um levantamento da situação da síndrome nos EUA, alertou que o período de dez a 15 anos que antecede o surgimento da SPP é, para os pacientes, "um período de estabilidade clínica, mas de instabilidade fisiológica".
Também presente ao evento, a deputada Célia Leão (PSDB) considerou a síndrome pós-pólio "uma questão de toda a sociedade" e se dispôs a trabalhar para que o Legislativo paulista dê sua contribuição nessa área.
Atendimento aos portadores
Fadiga, dores e novas atrofias musculares, entre outros sintomas de degeneração neuromuscular. Esses são alguns dos problemas apresentados por cerca de 70% das pessoas com seqüelas da paralisia infantil, décadas depois de experimentarem um período de estabilidade física e funcional.
Esses problemas não são causados por uma reativação do vírus da poliomielite, mas pela sobrecarga incidente em músculos e nervos que, de alguma forma, estão relacionados com a parte do corpo afetada pela paralisia. Relativamente desconhecida por médicos e pacientes, a síndrome é diagnosticada apenas a partir da exclusão de outros males que podem caracterizar esse quadro.
Para dar suporte aos portadores, foi criada no início do ano passado a Associação Brasileira de Síndrome Pós-Pólio. A entidade sem fins lucrativos, formada por pacientes, familiares e médicos, procura divulgar informações e atuar para promover melhor qualidade de vida das pessoas afetadas pela doença.
Mais informações podem ser obtidas no site da Abraspp (www.abraspp.org.br) ou pelo telefone 3773-5583. A Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina criou um ambulatório para portadores de SPP. Ele atende na rua Pedro de Toledo, 377, às terças e sextas-feiras, das 8 às 12 h. Atendimentos devem ser agendados pelo telefone 5571-3324.
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