Solicitada criação de alternativas para travessia Santos-Guarujá

Deputada Maria Lúcia Prandi expõe vários pontos que indicam colapso do sistema de balsas
27/09/2001 16:14


DA ASSESSORIA

O iminente colapso no sistema de travessias por balsas entre Santos e Guarujá, com o término da segunda pista da rodovia dos Imigrantes, levou a deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT) a cobrar rapidez do governo do Estado na implementação de alternativas. A parlamentar teme que as duas novas travessias em estudo sejam inviabilizadas se o governo do Estado não assegurar, de imediato, as áreas necessárias, nas margens esquerda e direita do estuário de Santos.

Em moção dirigida ao governo do Estado, a deputada expõe vários pontos que indicam a iminência do colapso. A parlamentar também dirigiu um Requerimento de Informações ao Governo, pedindo esclarecimentos adicionais sobre o andamento dos projetos das duas travessias por balsas anunciadas pela Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa).

Uma das travessias, projetada apenas para o transporte de passageiros e veículos leves, faz a ligação por balsas entre o Paquetá, em Santos, e o bairro Bocaina, em Distrito de Vicente de Carvalho. A outra ligação marítima por balsas, destinada prioritariamente a veículos pesados, estabelece um elo entre o Paquetá e a Ilha Barnabé, com a vantagem de viabilizar o aterro sanitário de Santos, no Sítio das Neves, área continental. A área prevista para criação do aterro fica a poucos quilômetros do futuro atracadouro.

"Não há tempo a perder. A própria Dersa admite que a atual travessia Santos-Guarujá está saturada e não tem capacidade de expansão. Será um caos quando a nova pista da rodovia dos Imigrantes estiver concluída. Pior ainda ficará a situação se for confirmado o Aeroporto Regional da Base Aérea", observa Maria Lúcia Prandi.

Em recente reunião com o gerente de travessias da Dersa, Ricardo Gomes Goulart, a deputada Prandi teve acesso aos projetos das novas travessias. "As áreas para os atracadouros, nas duas margens do estuário estão definidas e, segundo a Dersa, há disposição da Codesp em fazer a cessão, atendendo o interesse público. No entanto, se o governo do Estado não for rápido em confirmar o interesse, corre o risco de perdê-las para empresas interessadas em arrendamentos de áreas portuárias", destaca a deputada.

Prandi lembra que a Dersa tinha interesse em outros pontos de atracação, um deles nas proximidades do cais da Mortona, em Santos. "No entanto, a área já está reservada para outro projeto. O porto está em processo de mudanças e a demora do governo do Estado pode inviabilizar definitivamente as soluções", reafirma Prandi.