A fantasia poética de Sandra Bertini transfere-nos a um imaginário paraíso terrestre

Acervo Artístico - Emanuel von Lauenstein Massarani
19/10/2004 14:00

Obra Fazenda do Interior<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/hist/fazenda do interior.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

A originalidade da pintura de Sandra Bertini está em suas paisagens encantadas, que lembram antigas fábulas. A sua não é ingenuidade, nem mesmo ironia, como alguém, inadvertidamente, poderia classificar. Acreditamos que a artista gostaria de viver em outra época e o demonstra através de seu gosto pessoal e de sua psicologia intimista, o que não exclui outro caráter: a timidez.

O encanto sutil de sua pintura é, possivelmente, uma viagem através do tempo, que realizamos ao passado, embora com uma visão de hoje: um mundo rico e puro que a artista vive interiormente e que nós gostaríamos de viver sem nos envergonharmos de nos abandonar ao envolvimento de suas paisagens. O mundo pictórico da artista é luminoso e reflete com fidelidade seus sentimentos.

Suas obras se evidenciam das produções contemporâneas por uma total entrega à espontaneidade, fruto de uma fantasia poética permeada de uma atmosfera feliz e, às vezes, irreal. O seu mundo mais parece a Terra dos Anjos sonhada pelas crianças e pelas noviças. Um mundo que também conhecemos, mas que não enxergamos porque nos faltam seus olhos e sua sensibilidade.

Na obra Fazenda do Interior, doada ao Acervo Artístico do Parlamento paulista, Sandra Bertini nos antecipa, através de suas serenas e fascinantes paisagens, um pouco do paraíso terrestre que ela cria e cujos encantos ela saboreia a cada pincelada enquanto o constrói pacientemente, sem pressa, para melhor apreciá-lo.



A Artista

San Bertini, pseudônimo artístico de Sandra Bertini, nasceu em São Paulo, no ano de 1971. Desde cedo se identificou com a pintura. Em 1994 realizou sua primeira exposição no Centro Cultural Moriconi, em Suzano, SP, e em 1995 iniciou suas atividades como professora de pintura e desenho. Nos anos seguintes, experimentando novas técnicas e estilos, buscou sua identificação no mundo da arte, partindo para o naif.

Participou de diversas exposições individuais e coletivas, destacando-se, entre elas: Centro Cultural Moriconi, Suzano, SP (1994); VIII e IX Salão de Artes ACM de Guarulhos, SP (2000); VI Salão de Artes Plásticas de Arujá, SP (2001); I, II e III Mostras dos Amigos da Arte, Espaço Cultural Mogi Shopping; VIII Salão de Artes Plásticas de Arujá, Hípica de São Bernardo do Campo, SP; Salão da Primavera, Mogi das Cruzes, SP (2002); Salão da Paisagem Brasileira, Associação Paulista de Belas-Artes, Salão Pré-Bienal de Arte do Alto Tietê, Mogi das Cruzes, SP; Salão de Inverno de Artes Plásticas de Mairiporã, Câmara Municipal de Guarulhos, SP; IX Salão de Artes Plásticas de Arujá, SP (2003); II Bienal de Arte Tietê, Mogi das Cruzes, SP; Salão das Festas Juninas da Associação Paulista de Belas-Artes; X Salão de Artes Plásticas de Arujá, SP; Salão Livre da Associação Paulista de Belas-Artes; Salão Comemorativo dos 450 anos de São Paulo da Associação Paulista de Belas-Artes, Espaço Cultural do Clube Paineiras do Morumbi, São Paulo; British International School of São Paulo; Arte Naïf, Espaço Cultural Golden Light Business Tower, SP (2004).