Indicação vai propor ao governo isenção fiscal para remédios no tratamento da Aids
29/09/2011 18:39
A isenção tributária para medicamentos usados no tratamento da AIDS, o combate à discriminação contra crianças portadoras do HIV e o impedimento de iniciativas que tentam tipificar a transmissão da doença como crime específico foram escolhidos como os primeiros temas de atuação da Frente Parlamentar DST/Aids, que reuniu representantes de entidades e órgãos governamentais nesta quinta-feira, 29/9, sob a coordenação do deputado Fernando Capez (PSDB). "Decidimos não ter uma pauta inicial muito extensa, para que pudéssemos encaminhar os assuntos um de cada vez", apontou Capez.
A frente pretende ver transformado em indicação o teor do Projeto de Lei 324/2004, propondo isenção tarifária no transporte coletivo a doentes de aids e portadores de outras doenças crônicas ou degenerativas que necessitem de tratamento continuado. Segundo Capez, legislar sobre renúncia fiscal é prerrogativa do chefe do Poder Executivo, por isso o projeto deve ser de iniciativa do governo estadual.
Capez pretende também reunir-se com o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, para que ele apoie a ideia de impedir que se considere a transmissão do vírus um crime específico. O parlamentar afirma que já existe no Código Penal punição à conduta de quem deliberadamente transmite uma moléstia que pode provocar a morte. Particularizar, nesse caso, é estigmatizante, ele avalia.
"A grande questão é que se caracterizem esses casos na legislação já existente, e não como um ato com intenção de matar", complementou Rodrigo Pinheiro, presidente do Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo. Segundo ele, um grande número doutrinas e julgamentos já realizados caracterizam a transmissão do vírus como crime hediondo. Segundo Pinheiro, o Brasil tem cerca de 600 mil pessoas infectadas com o HIV e um terço delas não sabe que é portadora.
Outro campo de batalha da frente será o combate à discriminação e o preconceito que as crianças portadoras de vírus enfrentam nas salas de aula. "Muitas vezes isso acontece não por maldade, mas por falta de informação e medo dos pais quanto ao contato e à possibilidade de transmissão. Estamos conversando com especialistas aqui na frente e vamos interagir com o secretário da Educação para procurarmos a melhor saída", garantiu Capez. (ot)
Notícias mais lidas
- Alesp aprova novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.874
- Eleições 2026: confira lista dos 94 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura da Alesp
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- PL elege 27 deputados e mantém maior bancada da Alesp; PT segue como segunda
- Carreta da Mamografia na Alesp terá atendimento gratuito e aberto ao público; veja datas e horários
- Aprovados na Alesp, novo Salário Mínimo Paulista e abono a servidores são sancionados
- Confira quem são os parlamentares reeleitos e os que chegam à Alesp pela primeira vez
- São Paulo reúne um dos maiores patrimônios de fósseis pré-históricos do país
- Diretora-Geral do Senado lança livro em São Paulo sobre liderança feminina na gestão pública
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Pesquisa de Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Questões de Ordem
Regimento Interno
Consolidação de Leis
Sobre o Processo Legislativo
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Normas e Proposições