Espaços infinitos e horizontes constituem a expressão viva da pintura cristalina de Angerami

Museu de Arte do Parlamento de São Paulo
25/04/2007 15:35

Angerami<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/evandro corte.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> <i>Memórias do Sítio</i><a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/03-2008/evandro 002.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

O mundo pictórico de Angerami não é o da realidade atual. Enquanto as cidades se tornam inóspitas e fomentadoras de violências e neuroses, a tendência das obras desse artista é restituir as coisas ao homem na sua primitiva pureza.

O jovem Angerami busca a essência da natureza e pinta paisagens infinitas, que se perdem da vista d"olhos até a linha do horizonte. Suas cores, vibram na luz intensa e as formas se fundem. Os espaços infinitos e os horizontes longilíneos constituem a expressão viva e palpitante da pintura cristalina de Angerami.

Trata-se de um pintor liberado do ritmo frenético, da febre dos nervos, da tristeza, mas envolvido pelo exemplo de uma existência diferenciada e em direção a um novo equilíbrio, de pleno acordo consigo próprio e em harmonia com o mundo.

O segredo e a sugestão do envolvimento de Angerami com a paisagem - de modo especial a marinha " se manifesta através de uma pintura simples, pura, mas resgatada pela inspiração numa condição absoluta de pensamento ou de idéia. Torna-se uma espécie de oferta de intermediação para uma nova condição do ser humano.

Na obra Memórias do Sítio, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, a inovação do artista consiste em, através da fantasia, estender sobre a visão captada um véu de silêncio que imobiliza a imagem num tempo definido, que, certamente, já transcorreu.

O artista

Angerami, pseudônimo artístico de Evandro Linhares Angerami, nasceu em 1979, em São Paulo. Formou-se bacharel em artes visuais em 2002 e obteve sua licenciatura em 2006, pelo Centro Universitário de Belas Artes de São Paulo, onde participou ainda de um curso de pintura metafísica. Em 2002, freqüentou os ateliês de Rubens Matuck e Aldemir Martins.

Paralelamente a suas atividades artísticas, é professor de artes da Fundação Bradesco de São Paulo e de arte e contemporaneidade do Centro de Psicoterapia Existencial. Organizou curso no I Fórum Brasileiro de Fenomenologia, em 2006.

Sua primeira exposição data de 2001, na Mostra Arte e Cor Industrial, organizada pelo Comitê Brasileiro de Cores, em São Paulo. A partir de então participou das seguintes exposições: "Evidência Feminina", Sesc Vila Mariana ; "Mostra de Esculturas", Faculdade de Belas Artes de São Paulo (2002); "Paisagens Marinhas", Blue Tree Towers Convention Center; Ward-Nasse Galery, Nova York, EUA (2004); Casa da Pedra, Monte Verde, MG; "Paisagens e Objetos: O Cotidiano do Olhar", Galeria Caiada 35, (2006); e "Olhares Poéticos sobre o Meio Ambiente II", Galeria Caiada 35 (2007).

Realizou as ilustrações e a capa dos livros: O Amor na Adolescência e O Meu Jardim Interior " Retratos sem Retoques, pela Editora Livro Pleno (2003 e 2005); Atualidades em Psicologia da Saúde; Temas de Psicologia Hospitalar, Espiritualidade e Prática Clínica; A Psicoterapia Diante do Suicídio; Virtudes na Psicologia e na Qualidade de Vida; e As Relações de Amor em Psicoterapia; pela Editora Thomsom (2003, 2004 e 2005); e Vulvovaginal Infections, pela Manson Publishing, Londres, Reino Unido (2007).

Possui obras em diversas coleções no Brasil, nos Estados Unidos e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.