Seminário debate o lazer nos municípios
A continuidade do seminário que debateu o Programa de Esporte e Lazer para os Municípios aconteceu nesta sexta-feira, 18/4, no auditório Franco Montoro da Assembléia. Três temas foram apresentados: Lazer nos Municípios, Comunicação e Democratização da Prática Desportiva e Gestão Democrática e Política Municipal de Esportes.
Reinaldo Pacheco, especialista em lazer, afirmou que "o lazer, mesmo na legislação, está dentro de um conceito equivocado de subproduto do esporte" e uma conseqüência disto é que atualmente ele "é mais vendido do que inserido dentro de políticas públicas". Destacou ainda as reais possibilidades de programas de lazer serem desenvolvidos por municípios e a necessidade de controle da sociedade civil sobre os programas realizados. Pacheco trouxe dois convidados, funcionários de carreira da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo (Seme), para apresentarem questões que comprovam a possibilidade da existência de programas de esporte e lazer bem sucedidos.
Dizendo que "o Poder Público começa a olhar com atenção para o esporte, porque quando se investe em esporte economiza-se em saúde", Francisco Carlos Dada, do Departamento de Unidades de Educação (Duede/ Seme) mostrou como a reformulação do departamento está voltada para a excelência na gestão responsável de políticas públicas de esportes e lazer.
A viabilização disso foi exposta cuidadosamente por Laís Helena Malaco, também da Seme, que trouxe à discussão um programa estrutural em andamento, o Clube Escola, que objetiva estabelecer a participação intersecretarial quando o espaço das escolas está disponível, contemplando os estudantes e seus familiares. Ambas as exposições destacaram a necessidade de parcerias e convênios, aliados à participação das comunidades.
O jornalista Jorge Machado demonstrou que a ação jornalística na divulgação de fatos esportivos existe desde a Antiguidade e que atualmente ela se reveste de responsabilidades éticas, sociais, políticas e econômicas relevantes.
Com a perspectiva de que "o mundo acadêmico procura interagir com a prática", Flávia Cunha Bastos, do Departamento de Esportes da Escola de Educação física e Esporte da USP, enfocou a gestão democrática e a política municipal de esportes. Ela destacou que o centro dos programas deve ter foco nas necessidades da comunidade que irá experimentá-los.
A necessidade da continuidade de programas de esporte e lazer ser desvinculada das peculiaridades das diferentes administrações políticas foi ressaltada em todos os painéis.
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