Presidente da CPFL fala sobre atendimento ao consumidor da distribuidora
O presidente da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL Energia), Wilson Ferreira Junior, debateu com parlamentares e representantes do Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), do Pro Teste e da OAB-SP a política de atendimento aos clientes da empresa. Ferreira foi convidado pela Comissão de Defesa dos Direitos do Consumidor, presidida pelo deputado Romeu Tuma (PMDB), a participar de reunião nesta quinta-feira, 5/5, na Assembléia Legislativa, para tratar de questões relativas à extinção dos postos de atendimento das concessionárias de energia, acidentes de trabalho e às tarifas para usuários de baixa renda.
A companhia controla a CPFL Paulista e a CPFL Piratininga. As duas distribuidoras atendem a mais de 260 municípios do Estado, atingindo cerca de 12 milhões de habitantes. Segundo Ferreira, para atender seus mais de 3 milhões de clientes, a CPFL Paulista conta, atualmente com 36 agências, 90 lojas da Rede Fácil, call center próprio, com 120 posições, que prestam atendimento ao consumidor durante 24 horas todos os dias, e atendimento via internet. A CPFL Piratininga possui 17 agências, 19 lojas Rede Fácil e um call center.
"O call center é, hoje, o principal canal de atendimento. Cerca de 90% das solicitações de serviços são feitas por este meio, os escritório têm ficado ociosos", disse Ferreira.
Terceirização
Sebastião Arcanjo (PT) questionou as razões pelas quais, desde a privatização em 1997, a companhia vem reduzindo, significativamente, o número de funcionários e de escritórios regionais de atendimento aos consumidores. Wilson Ferreira disse que "a redução do quadro próprio de colaboradores foi resultante da aquisição de sistemas automatizados" e que a empresa buscou alternativas para os afastados, como a terceirização de serviços. Entretanto, ressaltou que todas as atividades que tem relacionamento com clientes são desempenhadas por membros do quadro da companhia. "Somos a única empresa com call center próprio", afirmou.
Os representantes das entidades de defesa dos direitos do consumidor argumentaram que o consumidor de baixa renda, muitas vezes, não dispõe de recursos e meios como a internet para solicitar atendimento e serviços.
Outro assunto discutido foram as fraudes e os chamados "gatos". A CPFL, segundo seu presidente, dispensa tratamentos distintos a dois tipos de usuários. Os casos de fraudes praticados por grandes consumidores, que utilizam alta tensão, como as indústrias e empresas de porte, são denunciados a polícia, que deve então proceder as investigações cabíveis. Já o consumidor doméstico, quando suspeito de praticar fraudes, recebe um termo de ocorrência de irregularidade, os equipamentos de medição são retidos pela companhia e aplica-se as sanções previstas pelo regulamento da empresa.
Práticas indevidas
O deputado Romeu Tuma (PMDB) considerou indevidas as práticas da empresa com relação aos supostos fraudadores domésticos e do termo que representa a confissão de dívida. Segundo o parlamentar, a retirada dos equipamentos de medição supostamente fraudados e a guarda dessa prova por parte da empresa seriam irregulares. "A companhia não pode apreender e manter sob sua guarda as provas das supostas fraudes, isso é fazer o papel do estado. São funções que cabem às instituições públicas".
Wilson Ferreira explicou que a CPFL não promove o corte de fornecimento imediato aos fraudadores ou inadimplentes, considerados pelas entidades de defesa do consumidor uma prática abusiva das concessionárias. "Não procuramos a polícia, porque consideramos que ela não tem condições estruturais para atender uma demanda de cerca de 12 mil ocorrências desse tipo. Se constatarmos fraudes, apresentamos o termo de ocorrência para buscar uma solução negociada. As práticas adotadas pela companhia procuram evitar situações conflituosas por meio de soluções administrativas e negociadas com os clientes".
Além dos parlamentares mencionados acima, participaram dos debates com o presidente da CPFL os deputados Antonio Mentor (PT), Célia Leão (PSDB), Souza Santos (PL), Arnaldo Jardim (PPS), Maria Almeida (PFL) e Wagner Salustiano (PSDB). A Comissão de Defesa do Meio Ambiente continuará a ouvir outras concessionárias de energia com vistas a formular junto com as entidades e a Comissão de Serviços Públicos de Energia um relatório com o diagnóstico e propostas para regulamentar as relações entre empresas do setor e consumidores.
Notícias mais lidas
- Alesp aprova novo valor do Salário Mínimo Paulista, de R$ 1.874
- Eleições 2026: confira lista dos 94 deputados estaduais eleitos para a 21ª Legislatura da Alesp
- Mães atípicas: mulheres que se refizeram na individualidade dos filhos
- PL elege 27 deputados e mantém maior bancada da Alesp; PT segue como segunda
- Carreta da Mamografia na Alesp terá atendimento gratuito e aberto ao público; veja datas e horários
- Aprovados na Alesp, novo Salário Mínimo Paulista e abono a servidores são sancionados
- Confira quem são os parlamentares reeleitos e os que chegam à Alesp pela primeira vez
- São Paulo reúne um dos maiores patrimônios de fósseis pré-históricos do país
- Diretora-Geral do Senado lança livro em São Paulo sobre liderança feminina na gestão pública
Lista de Deputados
Mesa Diretora
Líderes
Relação de Presidentes
Parlamentares desde 1947
Frentes Parlamentares
Prestação de Contas
Presença em Plenário
Código de Ética
Corregedoria Parlamentar
Perda de Mandato
Veículos do Gabinete
O Trabalho do Deputado
Pesquisa de Proposições
Pesquisa de Processos
Sessões Plenárias
Votações no Plenário
Questões de Ordem
Regimento Interno
Consolidação de Leis
Sobre o Processo Legislativo
Legislação Estadual
Orçamento
Atos e Decisões
Constituições
Regimento Interno
Coletâneas de Leis
Constituinte Estadual 1988-89
Legislação Eleitoral
Notificação de Normas e Proposições