Seminário destaca o esporte como promotor de inclusão social
11/04/2012 21:28 | Da Redação: Vera Boldrini Fotos: Marco Cardelino
Por iniciativa da Comissão de Assuntos Desportivos teve continuidade nesta quarta-feira, 11/4, o 2º Seminário Esporte e Saúde, que se estenderá até 13/4, com a finalidade apresentar e debater o desenvolvimento científico, cultural e didático para na área do desporto.
O deputado Edinho Silva (PT), que já foi atleta das categorias de base e é professor do curso de Gestão do Esporte, considera essa atividade uma via para a inclusão social e uma chave para a construção da cidadania. Em sua opinião o esporte mobiliza bastante a juventude, assim como a cultura e pode ser uma barreira para que as camadas menos favorecidas da população sejam presa fácil da criminalidade. Ele falou de uma experiência na época em que foi prefeito em Araraquara, quando apostou no esporte e cultura na formulação de políticas públicas de incentivo para atividades na área, que ele considera como uma programação de baixo custo. Ele incentiva a qualificação de profissionais para o que chamou de "nova era do esporte brasileiro", que ocorrerá na esteira da Copa e as Olimpíadas que acontecerão no Brasil.
O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Robeto Cicciliate Troncon Filho, observou que apesar das flexibilizações esporádicas ocorridas em diferentes épocas e em diversos países, nenhuma nação jamais logrou estabelecer com êxito uma política nesse sentido. No Brasil, segundo ele, o legislador constituinte tratou com grande peso o tráfico de drogas, equiparando-o a crimes hediondos, quando não há possibilidade de fiança ou anistia. Além disso, segundo Troncon, sendo comprovado o envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes, esta é a única hipótese constitucional para extradição do brasileiro. Não obstante, o tráfico continua crescendo e os jovens, crianças e adolescentes constituem o segmento mais exposto ao risco de se viciar no uso das drogas. Segundo o superintendente a prática de esporte é uma alternativa para manter o jovem ocupado, além de o desestimular a usar drogas, o que comprometeria seu desempenho esportivo.
O diretor do Centro de Estudos do Talento Esportivo, da Universidade Federal do Paraná, Sérgio Luiz Carlos dos Santos, falou dos cursos que a instituição oferece, o que inclui a prática da esgrima, chamada esporte de combate. Ele lamenta que o país não conte com uma política de incentivo e apoio aos esportes, razão que torna a preparação de um esportista de alto rendimento imensamente dispendiosa. "Enquanto não houver uma política de Estado regulamentando a área esportiva, não podemos contar com muitas medalhas, pois aqueles que as ganharam até agora só contaram com seu imenso esforço pessoal", disse o professor.
"Não sei dizer não", disse o Educador Físico e Fisiologista do Esporte José Rubens D"Elia, que confessou não resistir a nenhum apelo para o desenvolvimento de qualquer atividade esportiva. Para ele, "a atividade física é o 1º medicamento" na reabilitação de pessoas que às vezes vivem marginalizadas de alguma forma. E contou que essa atividade pode recompor ou desenvolver habilidades em níveis psicológico, psicomotor, cognitivo, afetivo, social, a recuperação do amor próprio. D"Elia mostrou em vídeo a história de um menino que se recusava a frequentar a escola por ser muito gordo e portador de cardiopatia. Ao ser incentivado a praticar esporte, o menino recuperou sua autoestima e encontrou incentivo para uma vida melhor.
Encerrando o segundo dia do seminário, o secretário municipal de Esportes de São Bernardo do Campo, José Luiz Ferrarezi, falou de Políticas Públicas para o esporte e saúde e as possibilidades do município nesse campo. Falou de programas que o governo de seu município desenvolveu, em sua opinião, com sucesso. Para ele, com essas iniciativas, o Executivo levou a cidade ao posto de "Capital do Esporte". Ele declarou que os frutos dessa política já começaram a florescer: após 38 anos sem nada a comemorar, a cidade foi campeã dos Jogos Regionais e dos Jogos Abertos do Interior, em 2011.
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