Museu de Arte - Manuk Poladian


27/03/2013 14:01 | Emanuel von Lauenstein Massarani

Manuk Poladian<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-03-2013/fg123060.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a> Interpretações sobre São Paulo<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-03-2013/fg123061.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Manuk Poladian: relações analógicas entre tempo e espaço real sobre passado e presente



A fotografia é, na sua substância, um conjunto de procedimentos operativos, não necessariamente finalizados a êxitos artísticos, que possam ser válidos de conformidade com a metodologia seguida e da operação desenvolvida.



Entretanto, num momento em que a arte, na pintura e na escultura, passa através de sucessivas reduções, a fotografia indicou de fato a todos que seu caminho não passa por campos estéticos, mas segue antes a linha lógica de um desenvolvimento histórico constante, que a rende protagonista dos vastos processos da comunicação e da pesquisa artística.



Manuk Poladian exclui intencionalmente fotografar a realidade com a técnica muitas vezes improvisada da reportagem, para a qual cada imagem é funcional a um desenho global predisposto, sem por isso retirar nada à autonomia criativa da linguagem fotográfica.



Com relação às quatro fotos da série "Interpretações sobre São Paulo", doadas ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, o artista Manuk Poladian prova que a fotografia não pode ser usada como simples instrumento de documentação, mas sobretudo como meio de conhecimento e construção das relações analógicas entre tempo e espaço real, entre a memória da história passada e aquela presente, através das formas e dos significados de seu habitat.



O artista



Manuk Poladian nasceu em São Paulo, em 1938, filho de pais armênios e também envolvidos com fotografia, cinema e laboratório. Desde muito jovem passou a interessar-se pela fotografia, trabalhando na cobertura de casamentos. Atuou também na área jornalística e no cinema, como câmera man e posteriormente como diretor de imagem.



Fez vários cursos no exterior e participou de inúmeros concursos internacionais, obtendo prêmios diversos, entre os quais: "O Prato de Ouro", Bélgica; Prêmio Kiwanis Mousion Reflexo Mundial da Fotografia, Salão Internacional da Coréia (1982); Sibiu Romênia (1982), Salon Zaprozonych na Polônia (1986); Riga Rússia (1982); Foto de Flagrantes na Wedding Professional Phtographers International, Las Vegas (1996).



Seu trabalho esteve em diversas exposições coletivas e individuais, entre as quais, "French Quarter " New Orleans", Li Gallery (1995); "Máscaras e Fantasias de Veneza", MIS; "New York", Casa Fuji (1996); Carnaval Paulista, MIS (1997); "Mulheres", Espaço City Bank; "Cairo", Galeria Imagicas; "Noivas", Prefeitura de Amparo (1998); "Veneza Cotidiano", Casa da Cultura, Curitiba; "Faces do Carnaval", Museu de Arte Moderna-MAM, SP (1999); "Máscara", Shopping Eldorado, SP; "Jazz" e "Postcards of London", Espaço Cultura Inglesa, SP; (2000); "Externas", Galeria Paul Mitchell (2001); "Belezas", Argentina; "Cotidiano de Veneza", Espaço Saraiva (2002); "Homenagem 120 imagens de São Paulo 450 anos", Citibank (2004); "Paris", Aliança Francesa; "Festival da Record 1968, Galeria Mauro Freire, SP (2005); "Guapos Cubanos", MIS, SP (2006); "15 anos da Independência da Armênia", Centro Cultural de São Paulo e Centro Judaico de São Paulo, SP (2007); Bienal Internacional de Roma (2008).

Possui obras em inúmeras coleções públicas e particulares, no Brasil, no exterior e no Museu de Arte do Parlamento de São Paulo.