Dia do Orgulho LGBT é comemorado na Assembleia
Homenagens, música, danças e, acima de tudo, respeito. Foi assim a comemoração do Dia Internacional do Orgulho LGBT, nessa quarta-feira (28/6), na Assembleia Legislativa.
Organizado pela deputada Leci Brandão (PCdoB), o ato solene reuniu diversos grupos representativos. "Isso mostra crescimento, desenvolvimento e entendimento da sociedade, do que é o respeito pelas pessoas", disse.
A transexual Bruna Valin tem 42 anos e, dentre os muitos títulos, é representante do Estado de São Paulo na Rede Nacional de Pessoas Trans do Brasil (TransBrasil). "Representar esse coletivo para promover visibilidade é a nossa luta diária. Ainda existem muitas pessoas invisíveis e, para acabar com isso, vamos continuar nos empoderando", disse Bruna, que foi uma das homenageadas da noite.
De acordo com a deputada Marcia Lia (PT), debater e dialogar sobre essa luta no momento em que o país passa por tantos retrocessos é essencial. "Temos de dar o direito dessas pessoas se manifestarem e mostrarem suas diferenças, isso faz parte da nossa vida, da nossa cultura e dos nossos sentimentos", disse a deputada, que também apontou a falta de políticas públicas para esses coletivos.
A cabeleireira Jacqueline Chanel tem 52 anos, é transexual e cristã. Ela faz parte da Comunidade Cristã Nova Esperança (CCNE), uma igreja que promove reuniões regulares divulgando o evangelho de Jesus Cristo. Além disso, ela é presidente do "Projeto Séforas", organização não governamental que tem o intuito de incluir travestis e transexuais na sociedade. "Uma vez ao mês oferecemos um jantar especial no Centro de Referência à Diversidade (CRD), para transexuais e travestis que estão em situação de rua", disse Jacqueline.
A deputada Leci Brandão é madrinha do bloco afro "Ilú Obá de Min", que marcou presença no evento. A estudante de história Ana Paula tem 32 anos e destacou a importância da manifestação preta nesse dia de orgulho. "Nós viemos para somar, somos mulheres pretas, periféricas, lésbicas, bissexuais, viemos para fazer barulho num espaço como esse", disse Bruna, que há três anos faz parte do bloco, o qual conheceu por meio das redes sociais.
A deputada Clélia Gomes (PHS) é a primeira mãe de santo eleita em São Paulo. Ela destacou o respeito como solução para a intolerância religiosa. "Sou de uma religião em que a luta é todos os dias, minha crença é a do respeito e quando os humanos souberem conjugar esse verbo, vamos viver num mundo melhor", disse.
Além das citadas, estiveram presentes no evento os deputados Ramalho da Construção (PSDB), Carlos Gianazzi (PSOL) e José Zico Prado (PT).
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