Conselhos profissionais de saúde unidos contra a expansão da EAD


05/10/2017 15:15 | Da assessoria do deputado Carlos Neder

Carlos Neder (ao centro)

O que está por trás da grande expansão da educação a distância (EAD) no país e quais as consequências da formação de profissionais da área da saúde por meio desta modalidade de ensino? As questões foram levantadas pelos conselhos profissionais da área da saúde em audiência pública na Alesp, realizada na terça-feira (3/10).

A preocupação é com a qualidade da formação dos profissionais que estão saindo para o mercado e com o impacto no serviço de atendimento de saúde para a população. Na opinião do Fórum dos Conselhos Atividades Fim Saúde (FCAFS), que está à frente desse debate no Estado, os riscos para a população são gravíssimos.

Após o Decreto Federal 9.067/2017, que regulamenta a modalidade de ensino, o número de vagas na área da saúde mais do que dobrou em menos de um ano, passando de 274,6 mil para 521,4 mil vagas.

De acordo com o deputado Carlos Neder (PT), que solicitou a audiência junto à Comissão de Saúde da Alesp, há a preocupação da mobilização de todos os profissionais no Estado e o entendimento da necessidade de envolvimento da sociedade como um todo neste debate.

O entendimento é de que a expansão da EAD não condiz com as necessidades da formação profissional na área da saúde, com o desenvolvimento de habilidades e competências específicas ao trato com o ser humano e com a formação multidisciplinar.