Proposta do governador para reforma da previdência


10/10/2017 14:16 | Da assessoria do deputado Coronel Camilo

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A opinião do governador Alckmin de que os policiais militares deveriam ser submetidos ao regime geral da previdência, manifestada em entrevista à Rádio Joven Pan na semana passada, recebeu críticas do deputado Coronel Camilo no Plenário da Alesp.

Camilo apresentou justificativas para a disciplina legal específica da categoria: o policial militar não tem direito a greve, FGTS, hora extra, adicional noturno, não pode se manifestar, filiar-se a partido político ou pertencer a qualquer sindicato.

Para o deputado, a PM e as forças de segurança são tratadas de forma diferente porque submetem-se a condições muito especiais. Lembrou que o policial militar se submete aos códigos Penal comum e Militar e convive com um rígido regime hierárquico e com diversas mazelas da sociedade, situações que o deixam muito mais vulnerável a problemas psicológicos.

"Quando fui comandante-geral, senhor governador, entreguei 48 bandeiras para mães de policiais mortos em combate. O senhor, governador, esteve presente em várias dessas situações, então deveria entender o porquê desse tratamento diferenciado", asseverou Coronel Camilo.

O deputado também não se conforma com o fato de se escolher a categoria policial militar como causa dos problemas da previdência. "E os juízes, promotores, procuradores, fiscais de renda, professores universitários?", protestou.