Unicamp é ouvida na CPI de Maus-Tratos Contra Animais da Alesp


21/12/2017 17:50 | Da assessoria do deputado Feliciano Filho

Porcos e coelhos são usados como cobaias na Unicamp<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-12-2017/fg215759.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

Os deputados da CPI de Maus-Tratos Contra Animais da Assembleia Legislativa de SP ouviram em 13/12 o professor Wagner Fávaro, do Instituto de Biologia da Unicamp, convocado para falar sobre o uso de animais naquela instituição que, junto com a USP e a Unesp, entregou ofício ao governador alegando que não existem métodos substitutivos para todos os procedimentos usados no ensino.

O deputado estadual Feliciano Filho, presidente da CPI, perguntou ao professor quais procedimentos com animais no ensino da Unicamp não possuem métodos substitutivos. Ele alegou que seriam quatro procedimentos realizados em porcos e coelhos no curso de Medicina, para os quais, no entanto, a professora Odete Miranda demonstrou existirem procedimentos alternativos.

O deputado pediu aos técnicos da Unicamp que tomem conhecimento desses procedimentos que utilizam cadáveres obtidos de forma ética, aplicados na USP há muitos anos (inclusive com premiação internacional à professora Júlia Matera, que aperfeiçoou a técnica), na Faculdade de Medicina do ABC e em muitas outras. O professor atendeu a solicitação e disse que visitará universidades para conhecer o método e transferir a técnica para a Unicamp.

Feliciano Filho ressaltou que a CPI ouvirá técnicos e formulará relatório a ser encaminhado ao Ministério Público. "Havendo método substitutivo, o uso de animais no ensino é crime", afirmou.