Professores lutam por direitos definidos em convenção


13/04/2018 11:03 | Da assessoria do deputado Carlos Giannazi

Carlos Giannazi (à esq.)<a style='float:right' href='https://www3.al.sp.gov.br/repositorio/noticia/N-04-2018/fg221061.jpg' target=_blank><img src='/_img/material-file-download-white.png' width='14px' alt='Clique para baixar a imagem'></a>

O deputado Carlos Giannazi protocolou reque­rimento na Comissão de Educação e Cultura da Alesp, da qual é membro efe­tivo, exigindo a oitiva do pre­sidente do Sindicato dos Esta­­­be­­­lecimentos de Ensino no Estado de São Paulo. "Que­­­remos que ele venha explicar os ataques que vêm sen­do desferidos contra direitos trabalhis­tas dos professores assegurados em convenção coletiva."

O parlamentar relatou que a atual con­venção foi construída, em um processo de 20 anos, pela luta dos sindicatos de pro­­fessores da rede particular (Sinpro) e da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp). Assim, consagra direitos e condições mínimas de trabalho para os profissionais da educação. "Ago­ra, com a reforma trabalhista do gover­no Temer e com a Lei da Terceiriza­ção, que precarizou o trabalho em todo o Brasil, o patronato aproveita-se da situação para fragilizar as relações de emprego nas escolas particula­­­res. É um verdadeiro atentado à dignidade dos professores", lamentou.

Segundo o líder do PSOL, as escolas privadas preten­dem reduzir recesso e fé­­­rias e aumentar a carga horá­ria sem au­­mento salarial, além de cortar bolsas de estudos dos filhos de profes­sores. "Es­sa precarização refle­tirá na qualidade de ensino", alertou.

Entre as medidas de apoio à mobilização do magisté­rio, Giannazi realizará audiência na Alesp com a presença do presidente da Fepesp, Celso Napolitano.