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12/06/2018 12:10

Opinião - Não há idade para quem quer um Brasil melhor

Deputado Vitor Sapienza


Como bem sabemos, o voto no Brasil é obrigatório. Contudo, a Constituição Federal, em seu artigo 14, parágrafo primeiro, torna facultativo o voto aos jovens entre 16 e 18 anos e aos idosos com mais de 70 anos.

Tenho plena consciência de que os últimos acontecimentos de nosso país vêm desestimulando toda a sociedade e que, por isso, muitos de nós, desobrigados a votar, acabamos por dar graças a Deus pela não obrigatoriedade.

Mas hoje, venho dialogar não como deputado, mas como um cidadão de 84 anos, que sente que o momento é de somar as forças que temos para come­çar a mudar o destino de nosso Brasil.

Nosso país está conclamando a todos nós para fazer parte deste processo e não deixar que nosso futuro, e de nossos filhos e netos, seja colocado a perder de uma vez por todas.

Segundo o IBGE, somos cerca de 25 milhões de pessoas acima de 61 anos, isso corresponde a 17% de toda a população. Isso quer dizer que somos uma fatia expressiva da população e se somarmos todos nós, poderemos contribuir com mudanças importantes para nossa nação. Pela lógica, nossa participação nas eleições deste ano pode alterar significativamente o que as pesquisas hoje mostram.

Embora estejamos no que chamam de 3ª idade, somos, na maioria, independentes, lúcidos, capazes de ir e vir, dançar, viajar, muitas vezes seguir trabalhando, voltar a estudar " o que vem sendo muito comum entre os idosos. Então, entendo que somos também ainda aptos e capazes para votar.

Temos mais experiência e, com isso, condições de analisar criticamente cada postulante aos cargos que serão colocados às eleições. Se todos nós votarmos, talvez possamos contribuir com um resultado mais favorável para toda a sociedade.

Vejo pessoas idosas, até com certa dificuldade de locomoção, indo às urnas convictamente. Geralmente são cidadãos que participaram ativamente da luta pelo restabelecimento da democracia no Brasil. Esses, com toda certeza, valorizam o direito reconquistado após a ditadura militar.

Contudo, assim como esses que partici­param de lutas de outrora, nós também temos e podemos continuar participando da luta por um país mais justo, mais honesto e menos corrupto.

Neste ano, faça diferente! Analise propostas, busque informações sobre a conduta dos candidatos e acompanhe suas campanhas. Escolha os que julgarem estar preparados para contribuir de forma eficiente com nosso país.

O voto é um direito que chega a se tornar dever àqueles que querem um Brasil diferente e melhor.

Vitor Sapienza é deputado pelo PPS