Audiência pública em Peruíbe avalia riscos do caramujo africano
Da assessoria do deputado Fausto Figueira
O evento tem o objetivo divulgar pesquisas e recolher informações sobre a espécie
O deputado Fausto Figueira (PT/Santos) e a vereadora de Peruíbe Maria Onira Betioli Contel (PT) realizam nesta sexta-feira, 10/10, audiência pública sobre o Achatina fulica, espécie conhecida como caramujo africano ou caramujo gigante, cuja proliferação traz sérios riscos sanitários e danos ao meio ambiente. O encontro terá a participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e técnicos do Ibama e será realizado na Câmara Municipal de Peruíbe, rua Nilo Soares Ferreira, 37, Centro de Peruíbe, a partir das 19 horas.
O objetivo é divulgar informações, expor trabalhos de pesquisadores e recolher subsídios sobre a espécie, que se tornou uma praga em todo o Litoral Paulista. Também será apresentado o Projeto de Lei 623/2003, de autoria de Figueira, que proíbe a criação e comercialização do molusco no Estado e propõe um plano de controle. O trabalho está em avaliação na Assembléia Legislativa desde agosto.
O evento contará com as exposições técnicas de estudantes da Fundação Bradesco, pesquisadoras do Núcleo de Apoio a Pesquisa sobre Populações e Áreas Úmidas Brasileiras da USP, Departamento de Prevenção e Vigilância à Saúde da Prefeitura de São Vicente e da Fundação Centro de Experimentação e Divulgação Científica. Os presentes participarão de debate após as apresentações.
Os caramujos gigantes ingressaram no Brasil por meio de criadores, que visavam seu uso gastronômico, como alternativa ao escargot francês. A cultura, no entanto, não vingou comercialmente e a espécie, que se reproduz com facilidade, foi introduzida acidentalmente na natureza.
Com a invasão da espécie no meio urbano cresce o risco da transmissão de doenças, pois a simples manipulação dos caramujos pode acarretar contaminação. A espécie, considerada uma das 100 invasoras mais perigosas do mundo, é potencial hospedeiro do verme Angiostrongylus costaricensis, que pode causar infecções graves e resultar até em morte por perfuração intestinal, peritonite e hemorragia abdominal. A transmissão acontece através do muco de sua pele. O caramujo africano também altera o ecossistema da região, pois não possui predadores naturais no País.
ffigueira@al.sp.gov.br
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