Cinema paulista realiza encontro na Assembléia

Primeiro painel discutiu distribuição e exibição dos filmes brasileiros
21/09/2001 18:46


Da Redação

Realizou-se nesta sexta-feira, 21/9, o primeiro painel do Encontro de Cinema Paulista, que abordou o tema "Distribuição e Exibição".

O representante da Unibanco filmes, Ademar Gonzaga, afirmou que os dois itens do painel são os maiores problemas da produção nacional. "Existe um única distribuidora no país, a Refilmes, que faz um fantástico esforço para comercializar a produção nacional.", disse Gonzaga. "Além disso, a produção brasileira é voltada para os adultos da classe A, ou seja, cinema de arte, que representa cerca de 6% do mercado total",

Gongaga lembrou que a partir de 2000 o acesso do público melhorou e, atualmente, um filme brasileiro já vende 400 ingressos num sábado. "Poderia ser melhor se não estivéssemos num país tão grande, onde nem todas as cidades têm salas de cinema.

"Apesar das dificuldades do cinema brasileiro diante das grandes produções, já estamos atingindo cerca de 10% do mercado", declarou o cineasta Alan Fresnot, para quem a militância da arte tem trazido o Brasil de volta às telas.

O Sindicato da Indústria Cinematográfica do Estado de São Paulo foi representado por Assunção Hernandes, que lembrou que a política pública deveria reconhecer que o cinema está partindo para ocupar uma importante posição econômica. "Tivemos no governo Covas o projeto PicTV, que não evoluiu devido ao estancamento de recursos. hoje, temos a promessa do presidente da Fundação Padre Anchieta, Jorge Cunha Lima, de que o programa será reformulado."

Para Assunção, um grande problema da política pública de arte é que cada governo quer moldar o projeto com sua própria fisionomia, desprezando o que já foi implantado por governos anteriores. "É possível manter a receita e mudar somente o tempero, sem acabar fazendo com que o povo fique com fome de arte."